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Onde investir R$ 1 mil após a alta da Selic? Descubra as melhores opções

A recente elevação da Selic para 13,25% ao ano trouxe mudanças importantes para quem investe em renda fixa. Com os juros mais altos, aplicações como CDBs, Tesouro Direto e LCIs se tornam mais rentáveis. Mas qual delas oferece o melhor retorno? Veja as simulações e escolha a melhor opção para seu dinheiro.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Como a alta da Selic impacta os investimentos?

A Selic influencia diretamente aplicações atreladas ao CDI, como CDBs e Tesouro Selic, tornando-as mais rentáveis. No entanto, a poupança, que tem rendimento fixo de 6,17% ao ano + TR quando a Selic está acima de 8,5%, continua sendo uma das opções menos vantajosas.

Já os títulos prefixados e os atrelados à inflação estão pagando rendimentos mais altos. No Tesouro Direto, por exemplo, os títulos IPCA+ oferecem cerca de 8% ao ano mais a inflação, enquanto os prefixados chegam a 15% ao ano.

Comparação de rendimentos após um ano

Veja quanto um investimento de R$ 1.000 renderia em 12 meses:

  • Poupança: R$ 1.071,60 (+7,16%)
  • Tesouro Selic 2027: R$ 1.123,93 (+12,39%)
  • CDB 102% do CDI: R$ 1.127,40 (+12,74%)
  • CDB 105% do CDI: R$ 1.131,15 (+13,12%)
  • LCI/LCA 96% do CDI (isento de IR): R$ 1.145,34 (+14,53%)

Os dados mostram que a poupança é a pior escolha, enquanto as LCIs e LCAs oferecem retornos mais atrativos.

Simulação para um investimento de cinco anos

Se a Selic permanecer elevada, os rendimentos seriam os seguintes após cinco anos:

  • Poupança: R$ 1.413,07 (+41,31%)
  • Tesouro Selic 2029: R$ 1.881,25 (+82,12%)
  • CDB 102% do CDI: R$ 1.891,67 (+89,17%)
  • CDB 106% do CDI: R$ 1.937,79 (+93,78%)
  • LCI/LCA 95% do CDI: R$ 1.956,76 (+95,68%)

Quanto maior o prazo de investimento, maior a diferença entre a poupança e os produtos de renda fixa.

Os riscos da renda fixa

Embora sejam investimentos seguros, há riscos a considerar. Os títulos do Tesouro Direto são garantidos pelo governo, enquanto CDBs, LCIs e LCAs contam com proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) até R$ 250 mil por CPF e instituição. Já debêntures e Certificados de Recebíveis (CRIs e CRAs) não possuem essa garantia, exigindo mais atenção na escolha do emissor.

Vale a pena investir agora?

O cenário atual favorece investimentos pós-fixados, como CDBs atrelados ao CDI, Tesouro Selic e LCIs/LCAs. Para prazos mais longos, títulos prefixados e atrelados à inflação podem ser boas opções, desde que o investidor analise o cenário econômico.

Para maximizar ganhos e garantir segurança, a diversificação entre diferentes produtos continua sendo a melhor estratégia.

Fonte: Valor Investe – Globo

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