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Ciência

Ozempic pode até emagrecer, mas a que custo?

Ozempic virou febre entre quem busca emagrecimento rápido, mas relatos de efeitos inesperados começam a preocupar médicos e usuários. Desde internações até alterações físicas visíveis, o remédio que parecia milagroso está levantando alertas. Descubra o que está por trás desse fenômeno e por que o Brasil também deve prestar atenção.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Prometendo perda de peso acelerada, o Ozempic caiu no gosto de celebridades e influenciadores no Brasil. Mas, ao mesmo tempo que ganha espaço nas redes sociais e consultórios, crescem os relatos de efeitos colaterais incômodos e até perigosos. Mais do que uma tendência, o uso indiscriminado desse medicamento exige cuidado. Entenda como ele age, os riscos envolvidos e por que a promessa do corpo ideal pode sair mais cara do que se imagina.

O que é a semaglutida e por que tanta gente está usando

A semaglutida, presente no Ozempic e no Wegovy, imita um hormônio natural chamado GLP-1, que regula o apetite e a produção de insulina. Ao aumentar a saciedade e retardar a digestão, reduz significativamente a ingestão calórica. Embora tenha sido desenvolvido para tratar diabetes tipo 2, seu uso disparou por causa da eficácia no emagrecimento.

A combinação do remédio com dieta e exercícios traz resultados visíveis em pouco tempo — e isso explica sua popularidade. Porém, o número de relatos sobre reações adversas também aumentou de forma preocupante.

Emergências médicas e efeitos colaterais frequentes

Entre 2022 e 2023, mais de 24 mil pessoas nos Estados Unidos procuraram emergências após o uso da semaglutida, a maioria mulheres. Os efeitos mais comuns foram náuseas intensas, dores abdominais, diarreia e, em casos mais graves, internações.

Também foram registrados casos de hipoglicemia — queda perigosa no nível de açúcar no sangue. Apesar de afetarem uma minoria, os especialistas alertam que esses riscos não podem ser ignorados e exigem acompanhamento médico rigoroso.

“Rosto Ozempic” e outras mudanças na aparência

Além dos sintomas físicos, muitos usuários notaram alterações visíveis: perda de gordura no rosto, flacidez na pele e um aspecto envelhecido. Termos como “rosto Ozempic” ou “pés Ozempic” surgiram para descrever essa aparência desgastada, causada pela perda rápida de gordura subcutânea que sustentava a pele.

A mudança estética tem afetado emocionalmente muitos pacientes que esperavam melhora na autoestima, mas se depararam com resultados indesejados no espelho.

Procedimentos estéticos e alertas médicos

Com o aumento da demanda, clínicas estéticas passaram a oferecer “tratamentos Ozempic”, que incluem preenchimentos e lifting facial. No entanto, essas soluções são caras, não isentas de riscos e não resolvem a origem do problema.

Especialistas reforçam: emagrecer com saúde exige tempo, acompanhamento e informação. Atalhos rápidos podem trazer resultados imediatos, mas também cobranças duras a longo prazo.

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