A eleição de Robert Francis Prevost como Papa da Igreja Católica continua gerando reações ao redor do mundo — e uma das primeiras figuras públicas a se pronunciar foi o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em uma mensagem divulgada em sua rede Truth Social, Trump parabenizou o novo pontífice e destacou o orgulho nacional por ser o primeiro americano a ocupar o trono de Pedro. “É um grande momento para os Estados Unidos e um grande momento para a Igreja”, escreveu.
Um Papa americano com raízes globais

Eleito como o 276º pontífice da história, Prevost entra para os livros como o primeiro Papa norte-americano e também o primeiro pertencente à Ordem de Santo Agostinho a liderar a Igreja. Aos 69 anos, o novo Leão XIV não representa apenas os Estados Unidos, mas também leva no coração o Peru, onde viveu boa parte de sua vida pastoral e conquistou cidadania em 2015.
Com ascendência espanhola e formação multicultural, Prevost traz para o Vaticano uma perspectiva global e uma reputação construída como homem de diálogo e equilíbrio. A imprensa italiana já o definiu como “o menos americano dos americanos” por sua moderação e postura conciliadora — características valorizadas especialmente em tempos de divisão interna na Igreja.
Missão iniciada no Peru e coroada no Vaticano
A trajetória de Prevost com a América Latina começou ainda jovem, quando foi enviado como missionário agostiniano à região de Chulucanas, no norte do Peru. Lá, viveu por anos, se integrou à cultura local e mais tarde se tornou bispo de Chiclayo. Em 2023, foi chamado ao Vaticano para assumir o Dicastério para os Bispos, onde passou a influenciar diretamente as nomeações e decisões da cúpula eclesiástica.
Sua experiência pastoral e sua visão inclusiva foram determinantes para que, após a morte do Papa Francisco, se tornasse um dos favoritos no conclave. Ao ser eleito, assumiu o nome de Leão XIV e prometeu continuidade na transformação iniciada por Bergoglio: uma Igreja mais próxima dos pobres, mais aberta ao mundo e mais sintonizada com as realidades do presente.
Trump celebra a eleição como “honra nacional”
"Congratulations to Cardinal Robert Francis Prevost, who was just named Pope. It is such an honor to realize that he is the first American Pope. What excitement, and what a Great Honor for our Country. I look forward to meeting Pope Leo XIV. It will be a very meaningful moment!"… pic.twitter.com/q6kNcSOqAT
— The White House (@WhiteHouse) May 8, 2025
Para Donald Trump, a eleição de Prevost representa “uma emoção” e “um grande orgulho” para os Estados Unidos. O ex-presidente, que tem buscado reforçar sua influência junto a setores religiosos, disse esperar um encontro com o novo pontífice em breve e considerou o momento como “altamente significativo”.
Embora a ideia de um Papa americano tenha sido por muito tempo descartada nos bastidores do Vaticano — por razões históricas, geográficas e até geopolíticas — Prevost quebrou esse tabu com uma trajetória que une humildade, capacidade administrativa e forte sensibilidade espiritual.
“Não podemos parar, nem retroceder”
Em uma de suas últimas entrevistas antes do conclave, Prevost declarou ao Vatican News que “a transformação da Igreja está em andamento e não pode parar”. Para ele, o desafio atual é adaptar a forma de evangelização aos novos tempos, sem perder a essência da mensagem de Cristo.
“O Evangelho continua o mesmo, mas o mundo muda. Precisamos entender como alcançar os jovens, os pobres, os líderes. Não podemos olhar para trás, temos que ver como o Espírito Santo quer que seja a Igreja de hoje e de amanhã”, afirmou.
Fonte: Infobae