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Papa norte-americano recebe elogio de Trump e promete renovação na Igreja: “Há muito por fazer”

Robert Prevost foi eleito como o primeiro Papa nascido nos Estados Unidos e já recebeu felicitações públicas do presidente Trump. Conheça a história por trás da escolha de Leão XIV e o impacto global desse momento histórico para a Igreja Católica.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A eleição de Robert Francis Prevost como Papa da Igreja Católica continua gerando reações ao redor do mundo — e uma das primeiras figuras públicas a se pronunciar foi o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em uma mensagem divulgada em sua rede Truth Social, Trump parabenizou o novo pontífice e destacou o orgulho nacional por ser o primeiro americano a ocupar o trono de Pedro. “É um grande momento para os Estados Unidos e um grande momento para a Igreja”, escreveu.

Um Papa americano com raízes globais

Novo Papa
© X/@brauliolunan

Eleito como o 276º pontífice da história, Prevost entra para os livros como o primeiro Papa norte-americano e também o primeiro pertencente à Ordem de Santo Agostinho a liderar a Igreja. Aos 69 anos, o novo Leão XIV não representa apenas os Estados Unidos, mas também leva no coração o Peru, onde viveu boa parte de sua vida pastoral e conquistou cidadania em 2015.

Com ascendência espanhola e formação multicultural, Prevost traz para o Vaticano uma perspectiva global e uma reputação construída como homem de diálogo e equilíbrio. A imprensa italiana já o definiu como “o menos americano dos americanos” por sua moderação e postura conciliadora — características valorizadas especialmente em tempos de divisão interna na Igreja.

Missão iniciada no Peru e coroada no Vaticano

A trajetória de Prevost com a América Latina começou ainda jovem, quando foi enviado como missionário agostiniano à região de Chulucanas, no norte do Peru. Lá, viveu por anos, se integrou à cultura local e mais tarde se tornou bispo de Chiclayo. Em 2023, foi chamado ao Vaticano para assumir o Dicastério para os Bispos, onde passou a influenciar diretamente as nomeações e decisões da cúpula eclesiástica.

Sua experiência pastoral e sua visão inclusiva foram determinantes para que, após a morte do Papa Francisco, se tornasse um dos favoritos no conclave. Ao ser eleito, assumiu o nome de Leão XIV e prometeu continuidade na transformação iniciada por Bergoglio: uma Igreja mais próxima dos pobres, mais aberta ao mundo e mais sintonizada com as realidades do presente.

Trump celebra a eleição como “honra nacional”

Para Donald Trump, a eleição de Prevost representa “uma emoção” e “um grande orgulho” para os Estados Unidos. O ex-presidente, que tem buscado reforçar sua influência junto a setores religiosos, disse esperar um encontro com o novo pontífice em breve e considerou o momento como “altamente significativo”.

Embora a ideia de um Papa americano tenha sido por muito tempo descartada nos bastidores do Vaticano — por razões históricas, geográficas e até geopolíticas — Prevost quebrou esse tabu com uma trajetória que une humildade, capacidade administrativa e forte sensibilidade espiritual.

“Não podemos parar, nem retroceder”

Em uma de suas últimas entrevistas antes do conclave, Prevost declarou ao Vatican News que “a transformação da Igreja está em andamento e não pode parar”. Para ele, o desafio atual é adaptar a forma de evangelização aos novos tempos, sem perder a essência da mensagem de Cristo.

“O Evangelho continua o mesmo, mas o mundo muda. Precisamos entender como alcançar os jovens, os pobres, os líderes. Não podemos olhar para trás, temos que ver como o Espírito Santo quer que seja a Igreja de hoje e de amanhã”, afirmou.

Fonte: Infobae

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