A Paramount Pictures confirmou oficialmente o desenvolvimento do filme inspirado na franquia de videogames Call of Duty, uma das mais rentáveis da história do entretenimento. O projeto será escrito e produzido por Taylor Sheridan, criador do universo Yellowstone, e dirigido por Peter Berg, conhecido por longas como O Grande Herói (Lone Survivor) e O Dia do Atentado (Patriots Day).
A dupla também assinará o roteiro e a produção, sinalizando que o estúdio pretende transformar o jogo de guerra da Activision em uma franquia cinematográfica de grande escala.
Um encontro de gigantes
Sheridan, responsável por sucessos da TV como Yellowstone, Tulsa King e Mayor of Kingstown, é um dos roteiristas mais requisitados de Hollywood e tem contrato com a Paramount até 2028 — mesmo já tendo assinado um acordo bilionário para migrar à Universal depois desse período.
Sua participação em Call of Duty é vista como uma tentativa do estúdio de capitalizar ao máximo sua parceria antes da transição.
Peter Berg, por sua vez, traz experiência consolidada em filmes de ação com tom realista e patriotismo norte-americano. Além de dirigir Friday Night Lights e Battleship, o cineasta se destaca por produções inspiradas em fatos reais que exploram o heroísmo cotidiano de trabalhadores e militares. Essa combinação de perfis indica o tipo de narrativa que a Paramount pretende construir: um épico militar intenso, com foco humano e visual cinematográfico grandioso.
A franquia que vale bilhões
Criado em 2003, Call of Duty é uma das maiores franquias de jogos eletrônicos do mundo, com mais de 500 milhões de cópias vendidas e um impacto cultural que atravessa gerações.
Ao longo de duas décadas, a série explorou conflitos históricos e contemporâneos — da Segunda Guerra Mundial às guerras modernas e operações secretas inspiradas em cenários geopolíticos reais.
Embora ainda não tenha sido revelado qual linha narrativa servirá de base para o filme, a Paramount informou que a produção será “projetada para empolgar a enorme base global de fãs, entregando tudo o que eles amam na série, ao mesmo tempo em que expande o universo para novos públicos.”
Na prática, isso significa uma fusão entre o espírito militar de Modern Warfare e a intensidade de Black Ops, com menos espaço para as versões futuristas mais “fantásticas” da franquia.
O tom americano de Sheridan e Berg
A escolha de Sheridan e Berg não é casual. Ambos são conhecidos por histórias que celebram o espírito americano clássico, valorizando o heroísmo, a lealdade e a luta do “homem comum”.
Produções como Lone Survivor, Yellowstone e Deepwater Horizon compartilham essa estética — e é justamente essa combinação de ação crua e drama humano que deve definir o estilo do novo Call of Duty.
Além disso, a Paramount parece enxergar no projeto uma resposta direta à concorrência, que tem apostado em adaptações de games de sucesso, como The Last of Us (HBO) e Fallout (Amazon Prime Video). Para o estúdio, transformar Call of Duty em um blockbuster pode ser um golpe estratégico para fortalecer seu catálogo cinematográfico e o streaming Paramount+.
Uma aposta ambiciosa (e arriscada)
Apesar da empolgação, o filme ainda está em fase inicial de desenvolvimento e não tem data de estreia confirmada.
Sheridan e Berg estão envolvidos em múltiplos projetos simultâneos, e transformar uma franquia tão vasta em uma narrativa coerente e autônoma exigirá escolhas ousadas.
Ainda assim, o envolvimento de dois cineastas com tanta experiência em dramas militares e histórias de superação dá uma boa pista de como o longa deve ser: realista, explosivo e emocionalmente intenso.
Se tudo correr conforme o planejado, Call of Duty poderá ser o próximo grande épico de guerra do cinema contemporâneo — e, quem sabe, o início de uma nova franquia multimilionária para a Paramount.