Desafios matemáticos continuam sendo uma das formas mais populares de exercitar o cérebro. Eles aparecem em redes sociais, aplicativos e até em processos seletivos, justamente porque exigem atenção, concentração e raciocínio lógico em poucos segundos.
À primeira vista, a expressão (15 × 3 + 9) ÷ (4 + 5) parece simples. No entanto, muitas pessoas acabam chegando ao resultado errado por ignorarem uma regra fundamental da matemática: a hierarquia das operações. É justamente essa sequência de etapas que garante que qualquer pessoa obtenha a mesma resposta ao resolver uma conta.
O que é a regra PEMDAS

Para resolver cálculos combinados, matemáticos utilizam uma convenção internacional conhecida pela sigla PEMDAS, derivada do inglês:
- P: Parentheses (parênteses)
- E: Exponents (expoentes)
- M: Multiplication (multiplicação)
- D: Division (divisão)
- A: Addition (adição)
- S: Subtraction (subtração)
A regra determina a ordem em que cada operação deve ser executada. Primeiro resolvem-se os parênteses, depois os expoentes. Em seguida vêm multiplicações e divisões, sempre da esquerda para a direita. Por fim, realizam-se as somas e subtrações.
Sem seguir essa sequência, o resultado final pode ficar incorreto.
Como resolver o desafio

A expressão proposta é:
(15\times3+9)\div(4+5)
O primeiro passo é resolver as operações que estão dentro dos parênteses.
No primeiro conjunto:
15 × 3 = 45
45 + 9 = 54
No segundo conjunto:
4 + 5 = 9
A expressão passa a ser:
54 ÷ 9
Agora basta realizar a divisão:
54 ÷ 9 = 6
Portanto, a resposta correta é:
54\div9=6
Por que tantas pessoas erram?
O erro mais comum acontece quando alguém tenta resolver as operações na ordem em que aparecem, sem respeitar a hierarquia matemática.
Nos últimos anos, desafios desse tipo ganharam popularidade justamente porque exploram essa armadilha. O objetivo não é realizar cálculos complexos, mas verificar se a pessoa presta atenção às regras fundamentais da matemática.
Mesmo indivíduos com alto nível de escolaridade podem se confundir quando tentam responder rapidamente ou quando não revisam cada etapa da resolução.
O impacto desses exercícios no cérebro
Além de serem divertidos, desafios matemáticos oferecem benefícios cognitivos importantes. Resolver problemas exige que diferentes áreas do cérebro trabalhem em conjunto, especialmente aquelas ligadas à memória de trabalho, atenção e raciocínio lógico.
Pesquisas em neurociência indicam que atividades intelectualmente estimulantes ajudam a fortalecer conexões neurais ao longo da vida. Um dos conceitos mais estudados nessa área é o de “reserva cognitiva”, que descreve a capacidade do cérebro de manter seu funcionamento mesmo diante do envelhecimento ou de possíveis danos neurológicos.
O neurologista Yaakov Stern, da Universidade Columbia, foi um dos pesquisadores que ajudaram a popularizar esse conceito. Segundo seus estudos, atividades como leitura, aprendizado de idiomas, música e resolução de problemas matemáticos podem contribuir para a construção dessa reserva cognitiva.
Mais do que acertar a resposta
Embora a solução correta seja apenas o número 6, o verdadeiro valor desse tipo de exercício está no processo mental necessário para chegar até ela.
Cada etapa obriga o cérebro a organizar informações, seguir regras e tomar decisões rapidamente. Com a prática, essas habilidades podem ser transferidas para situações do dia a dia, desde resolver problemas no trabalho até tomar decisões sob pressão.
Por isso, mesmo os desafios matemáticos mais simples podem funcionar como uma espécie de academia para a mente. E, às vezes, uma conta aparentemente fácil é justamente aquela que mais revela a importância de prestar atenção aos detalhes.
[ Fonte: Diario Uno ]