Pesquisadores e mergulhadores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) capturaram um peixe-leão de 49 centímetros, possivelmente o maior já registrado no mundo. O animal foi encontrado a 29 metros de profundidade durante uma ação de controle da espécie invasora, que representa um risco ao ecossistema marinho. Além dele, outras 61 espécimes foram retiradas do mar em uma operação separada.
O impacto da presença do peixe-leão
O peixe-leão (Pterois volitans) é um predador com espinhos venenosos, originário do Indo-Pacífico, mas que tem se espalhado em áreas onde não possui predadores naturais. Ele se alimenta de espécies nativas, causando desequilíbrio ecológico e ameaçando a biodiversidade local.
A presença da espécie em Fernando de Noronha preocupa especialistas, pois indica que ela já se estabeleceu na região sem dificuldades. Segundo o biólogo Maicon Messias, a captura desse exemplar sugere que os peixes-leão estão se adaptando e crescendo rapidamente, aumentando o risco para a fauna marinha local.
Ações de controle e novas capturas
A captura do maior peixe-leão registrado aconteceu no dia 27 de fevereiro, mas as ações para conter a invasão continuam. No dia 9 de março, mergulhadores realizaram outra operação e retiraram 61 peixes-leão de 39 metros de profundidade, em uma área dentro do Parque Nacional Marinho, fora dos pontos tradicionais de mergulho.
Desde 2021, especialistas do Parque Nacional de Bonaire, no Caribe, têm colaborado com as autoridades brasileiras para controlar a disseminação da espécie. A preocupação é evitar um impacto irreversível na biodiversidade da ilha e preservar o equilíbrio do ecossistema marinho.
[Fonte: R7]