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Ciência

Pele pode revelar os primeiros sinais de diabetes e colesterol alto

Muito além da estética, a pele pode funcionar como um verdadeiro alarme do corpo. Alterações aparentemente inofensivas podem indicar problemas metabólicos sérios, como diabetes e colesterol alto, antes mesmo dos primeiros sintomas clínicos. Reconhecer esses sinais pode ser crucial para iniciar um tratamento precoce e eficaz.
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Tempo de leitura: 2 minutos

A pele é o maior órgão do corpo humano e sua função vai além de proteger contra agentes externos. Ela também reflete o que acontece internamente. Estudos e especialistas apontam que determinadas mudanças cutâneas podem ser os primeiros indícios de doenças metabólicas. Entre elas estão a diabetes, o colesterol descompensado e até condições hormonais e renais. Saber interpretar esses sinais pode salvar vidas.

Alterações que merecem atenção

A diabetes é uma das principais doenças ligadas a manifestações cutâneas, mas não é a única. Segundo a dermatologista Regina Carneiro, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), lesões na pele também podem indicar colesterol elevado e outras alterações metabólicas. Reconhecer os sintomas logo no início é essencial para evitar complicações graves.

Manchas escuras no pescoço e axilas

Conhecidas como acantose nigricans, essas manchas são comuns em pessoas com diabetes, pré-diabetes ou resistência à insulina. O excesso de hormônio circulando no organismo acelera a reprodução das células da pele, causando o escurecimento em regiões como pescoço e axilas.

Acrocórdons

Pequenas lesões benignas que lembram bolhas penduradas. Surgem em áreas como pescoço, axilas e dobras do corpo. Embora inofensivos, podem ser sinal de resistência à insulina, diabetes tipo 2 e obesidade.

Xantelasma

Caracterizado por manchas amareladas ao redor das pálpebras, o xantelasma é causado pelo acúmulo de colesterol. Muitas vezes aparece acompanhado de inchaços ou placas na região, funcionando como alerta para investigar o metabolismo lipídico.

Pele seca, coceira e feridas que não cicatrizam

A pele ressecada e a coceira persistente podem estar relacionadas a doenças metabólicas e hormonais, incluindo alterações renais e hepáticas. Já feridas que demoram a cicatrizar são um dos sinais clássicos da diabetes, resultado da má circulação sanguínea e da perda de sensibilidade nos nervos periféricos.

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© Nataliya Vaitkevich

Quando doenças de pele pioram

A dermatologista Paola Canabrava explica que condições metabólicas também agravam doenças cutâneas já existentes. Psoríase, acne e até vitiligo podem se intensificar devido ao descontrole interno, que afeta imunidade, cicatrização e processos celulares da pele. Isso torna o organismo mais suscetível a infecções e inflamações.

Como prevenir

A prevenção começa pelo controle dos níveis de glicemia e colesterol. Uma alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos e cuidados simples com a pele, como hidratação e higiene diária, ajudam a evitar complicações.

Regina Carneiro lembra que o dermatologista pode ser peça-chave na detecção precoce: “O paciente procura atendimento por causa de manchas no pescoço, sem imaginar que pode estar com diabetes”. Ou seja, a pele pode revelar muito mais do que aparenta.

Fonte: Metrópoles

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