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Perry Bamonte, do The Cure, morre aos 65 anos

O rock perdeu uma de suas figuras discretas — e fundamentais. Perry Bamonte, guitarrista e tecladista do The Cure, morreu aos 65 anos após uma doença recente. Segundo comunicado oficial da banda, o músico faleceu em casa durante o período de Natal.
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A notícia foi confirmada nesta sexta-feira (26) e gerou comoção entre fãs e músicos que acompanharam de perto a trajetória do grupo britânico.

Um músico essencial nos bastidores do The Cure

Perry Bamonte, do The Cure, morre aos 65 anos
© https://x.com/danielgodfrey

No comunicado, o The Cure descreveu Bamonte como “quieto, intenso, intuitivo, confiável e imensamente criativo”. Apelidado carinhosamente de “Teddy”, ele foi apontado como uma parte vital e calorosa da história da banda, mesmo longe dos holofotes ocupados por Robert Smith.

Bamonte começou a colaborar com o grupo em meados dos anos 1980, tocando entre 1984 e 1989. Em 1990, tornou-se membro fixo e passou a integrar oficialmente a formação do The Cure por mais de uma década.

Mais de 400 shows e álbuns marcantes

Entre 1990 e 2005, Perry Bamonte participou de mais de 400 apresentações ao vivo e contribuiu para alguns dos discos mais importantes da fase madura da banda. Ele tocou guitarra, teclado e baixo de seis cordas em álbuns como Wish (1992), Wild Mood Swings (1996), Bloodflowers (2000), Acoustic Hits (2001) e The Cure (2004).

Esses trabalhos ajudaram a consolidar o The Cure como uma banda capaz de transitar entre o rock gótico introspectivo e canções mais acessíveis, sem perder identidade.

Um retorno celebrado pelos fãs

Após anos afastado, Bamonte voltou ao The Cure em 2022, participando de mais 90 shows na nova fase do grupo. O retorno foi visto pelos fãs como um resgate da sonoridade clássica da banda, especialmente em apresentações ao vivo.

O último álbum lançado pelo The Cure, Songs of a Lost World (2024), marcou esse período de reencontro com antigos colaboradores e com a própria essência do grupo.

O legado de uma presença silenciosa

Impulsionado pela voz melancólica de Robert Smith, o The Cure ajudou a moldar o rock gótico nos anos 1980 com discos como Pornography. Mais tarde, conquistou o grande público com músicas como “Friday I’m in Love”. Em todas essas fases, Perry Bamonte esteve presente como um elo criativo silencioso, mas decisivo.

Sua morte encerra um capítulo importante da história da banda — e deixa um legado que seguirá ecoando nos palcos, discos e memórias de quem encontrou conforto, tristeza e beleza nas músicas do The Cure.

[Fonte: G1 – Globo]

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