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Ciência

Pesquisadores fazem descoberta intrigante em caverna na França

Arqueólogos encontraram uma formação rochosa incomum que pode representar o mapa tridimensional mais antigo da história. A descoberta levanta questões sobre a capacidade de abstração de nossos ancestrais e o uso desse artefato.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Pesquisadores identificaram, na caverna Ségognole 3, na França, uma estrutura que pode representar um mapa tridimensional esculpido por humanos do Paleolítico Superior, há cerca de 20 mil anos. Acredita-se que essa representação simbolize colinas e vales ao redor da região.

Os arqueólogos descartam a possibilidade de ser apenas uma formação natural, pois os padrões identificados na rocha são consistentes com a topografia da área. Isso torna o achado um dos mais antigos exemplos de pensamento abstrato e cartografia rudimentar já encontrados.

Uma função maior do que a representação geográfica

Estudos indicam que o mapa pode não ter sido apenas um guia geográfico, mas também parte de um sistema de gerenciamento de água dentro da caverna. Evidências mostram que a rocha foi modificada para permitir a passagem de água, sugerindo um uso prático para a estrutura.

A descoberta foi publicada na revista Oxford Journal of Archaeology e reforça a ideia de que os habitantes da época tinham um conhecimento avançado sobre o meio ambiente e formas de manipulação da paisagem para seu benefício.

Outras evidências de arte e simbolismo

A caverna Ségognole 3 já revelou outros achados notáveis. Em 2020, arqueólogos identificaram uma representação de órgãos genitais femininos esculpida na parede, sugerindo possíveis práticas rituais. A interligação entre esses elementos pode indicar que os habitantes locais utilizavam a arte e a engenharia em conjunto.

A presença de estruturas planejadas sugere que esses povos não apenas ocupavam o espaço, mas também o moldavam de maneira funcional e simbólica.

Um exemplo de pensamento abstrato ou coincidência?

A identificação de um mapa tridimensional tão antigo levanta debates sobre a capacidade cognitiva dos humanos pré-históricos. O estudo destaca a precisão com que a rede hidrológica foi desenhada, demonstrando uma habilidade avançada de interpretação espacial e planejamento.

Por outro lado, há quem questione se a formação realmente foi intencional ou se a percepção de um mapa é resultado da pareidolia, um fenômeno em que nosso cérebro reconhece padrões mesmo onde eles não existem.

Independentemente da interpretação, a descoberta reforça que nossos ancestrais tinham um alto nível de compreensão do espaço em que viviam. Novas pesquisas ajudarão a esclarecer se essa estrutura de fato representa o mais antigo mapa tridimensional conhecido.

[Fonte: Terra]

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