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Ciência

Por que o mesmo remédio age de forma diferente em cada pessoa? A ciência explica

Você já tomou um remédio que funcionou perfeitamente em alguém, mas em você não fez quase efeito? Ou então sentiu reações inesperadas? Entenda por que o organismo de cada pessoa reage de forma única aos medicamentos — e quais fatores realmente interferem no resultado de um tratamento.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Mesmo diante de diagnósticos idênticos, é comum observar respostas bastante diferentes aos medicamentos. Enquanto alguns pacientes têm melhora rápida, outros não sentem os mesmos efeitos ou apresentam reações adversas. Essa diferença não é acaso — e pode envolver desde a genética até o estilo de vida. A seguir, veja o que a ciência já sabe sobre por que os remédios funcionam de maneira distinta em cada pessoa.

Como o corpo interfere no efeito dos remédios

De acordo com especialistas, o metabolismo, o peso corporal, a hidratação e até a saúde do intestino impactam diretamente na absorção e na eficácia dos medicamentos. Uma pessoa com intestino inflamado ou desidratada pode absorver mais lentamente um remédio, enquanto alguém com boa saúde intestinal pode sentir os efeitos mais rapidamente.

A forma de administração também influencia: remédios intravenosos agem quase de imediato, enquanto os orais podem demorar mais. Idade, função hepática e renal, além da composição corporal (como maior quantidade de gordura), também modificam a forma como os fármacos são distribuídos e eliminados.

Diferenças hormonais e genéticas também contam

Fatores genéticos afetam a forma como o corpo responde a certas substâncias. Algumas pessoas metabolizam remédios mais rápido ou mais devagar, o que exige ajustes de dose. Além disso, hormônios — especialmente em mulheres — variam com o ciclo menstrual, influenciando a absorção e a eficácia do medicamento.

Crianças e idosos também têm respostas diferentes: enquanto os pequenos têm maior proporção de água no corpo, os mais velhos apresentam metabolismo mais lento e, muitas vezes, maior sensibilidade aos efeitos colaterais.

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© Michelle Leman – Pexels

Hábitos que alteram a eficácia dos medicamentos

A alimentação tem papel central. Dietas pobres em nutrientes e ricas em alimentos ultraprocessados afetam a flora intestinal e, consequentemente, a absorção de remédios. Álcool, cigarro e drogas ilícitas também interferem — fumantes, por exemplo, podem precisar de doses maiores de certos medicamentos.

Além disso, tomar medicamentos em jejum, junto com leite ou alimentos gordurosos pode interferir negativamente na absorção de substâncias.

Interações e efeito psicológico

Tomar vários medicamentos ao mesmo tempo pode gerar interações perigosas ou anular os efeitos. Outro aspecto relevante é o estado emocional: o chamado “efeito placebo” pode alterar a percepção dos efeitos do tratamento, especialmente em casos de dor ou condições psiquiátricas.

Esses fatores reforçam a importância do acompanhamento médico e da personalização do tratamento para garantir mais segurança e eficácia.

Fonte: Metrópoles

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