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Quem viajar a Campos do Jordão vai precisar se preparar para novidade

Uma decisão recente da Câmara Municipal promete transformar a experiência de quem chega a Campos do Jordão. A medida, que aguarda apenas a sanção do prefeito, pode gerar impacto imediato no bolso dos visitantes e está cercada de discussões sobre sustentabilidade e turismo.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Campos do Jordão, conhecida como a “Suíça brasileira” e um dos destinos mais procurados durante o inverno em São Paulo, está prestes a implementar uma medida inédita para lidar com os efeitos do turismo de massa. O projeto, aprovado em 2ª votação pelos vereadores, traz mudanças que afetam diretamente quem pretende visitar a cidade, localizada na Serra da Mantiqueira.

Aprovação do projeto e próximos passos

Na última segunda-feira (22/9), os vereadores aprovaram pela segunda vez a proposta que institui a chamada taxa ambiental para turistas. O texto segue agora para sanção do prefeito Caê (Republicanos), que também é o autor da medida. Caso entre em vigor, a cobrança será aplicada diariamente a veículos que entrarem ou permanecerem na cidade, sem considerar o tempo de estadia.

O objetivo declarado pela prefeitura é garantir recursos para enfrentar os impactos ambientais provocados pelo grande fluxo de visitantes. Segundo Caê, a taxa se torna essencial para “arcar com a demanda ambiental gerada por conta do movimento intenso de turistas em Campos do Jordão”.

Quanto os visitantes terão que pagar

Os valores foram definidos de acordo com o tipo de veículo, variando de pequenas motocicletas a grandes ônibus de excursão. A cobrança prevista é a seguinte:

  • Motos: R$ 6,67

  • Automóveis: R$ 13,34

  • Caminhonetes: R$ 20,01

  • Caminhões: R$ 40,02 (para quatro eixos; cada eixo extra acrescenta R$ 13,34)

  • Vans e micro-ônibus: R$ 50,02

  • Ônibus: R$ 166,75

A taxa será calculada por dia, o que significa que um veículo que permanecer mais de um dia pagará novamente a cada 24 horas.

Quem fica isento da cobrança

O texto prevê exceções para determinados casos. Veículos de moradores da cidade e das cidades vizinhas, ambulâncias, transportes de pessoas com deficiência e outros serviços essenciais não precisarão pagar. A ideia é evitar que a medida prejudique o cotidiano da população local e serviços de urgência.

Como será feita a fiscalização

A tecnologia que garantirá o monitoramento da entrada e saída dos veículos ainda não foi escolhida. A prefeitura avalia se a gestão será feita diretamente pela administração municipal ou se será repassada a uma empresa concessionária especializada. O método de fiscalização será crucial para a efetividade da taxa, especialmente em períodos de alta temporada, quando milhares de veículos circulam pela região.

Destinação dos recursos arrecadados

De acordo com a Prefeitura de Campos do Jordão, os valores obtidos terão como destino projetos de sustentabilidade e preservação ambiental. Entre as iniciativas citadas estão o apoio a cooperativas de reciclagem, o reflorestamento de áreas degradadas e a ampliação de programas de educação ambiental voltados tanto para moradores quanto para turistas.

A expectativa do governo municipal é que a taxa ambiental não apenas compense os efeitos do turismo intenso, mas também ajude a criar uma consciência coletiva sobre a importância da preservação da Serra da Mantiqueira.

Impactos esperados no turismo

Campos do Jordão recebe milhares de visitantes todos os anos, especialmente nos meses de inverno, quando suas paisagens e clima frio se tornam ainda mais atraentes. A cobrança da taxa ambiental poderá influenciar o comportamento dos turistas, já que representa um custo adicional para quem pretende passar alguns dias na cidade.

Embora a medida seja alvo de críticas por parte de alguns setores do turismo, a prefeitura acredita que os benefícios ambientais e sociais superarão o impacto inicial. O projeto agora depende apenas da assinatura do prefeito para começar a valer.

Fonte: Metrópoles

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