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Reviravolta no caso dos foragidos do 8 de janeiro adia decisão esperada na Argentina

Um julgamento aguardado por autoridades brasileiras foi inesperadamente adiado por conta de outro episódio polêmico envolvendo uma ex-presidente. A mudança alimenta tensões e expectativas sobre o destino de cinco condenados por atos antidemocráticos que buscaram refúgio fora do país.
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A audiência que decidiria o futuro de cinco brasileiros foragidos por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro foi adiada pela Justiça argentina. O motivo do adiamento envolve uma figura de peso da política local, intensificando ainda mais os protestos nas ruas de Buenos Aires. O novo julgamento já tem data definida, mas o clima segue instável.

Julgamento de extradição adiado em meio a tensão política

Reviravolta no caso dos foragidos do 8 de janeiro adia decisão esperada na Argentina
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A sessão marcada para esta terça-feira (18), que analisaria o pedido de extradição de cinco brasileiros condenados pelos atos antidemocráticos em Brasília, foi remarcada para o dia 24 de junho, às 10h. A decisão partiu do juiz Daniel Rafecas, da 3ª Vara Federal, que alegou falta de condições para realizar o julgamento no dia inicialmente previsto.

Segundo informações, o motivo principal para o adiamento foi o prazo final para que a ex-presidente argentina Cristina Kirchner se apresente ao tribunal para cumprir ordem de prisão, o que deve ocorrer ainda nesta semana. Cristina foi condenada por administração fraudulenta durante seus mandatos entre 2007 e 2015, e anunciou que comparecerá à Justiça pessoalmente.

Desde que a Suprema Corte confirmou a condenação de Kirchner, manifestantes vêm se concentrando diante de sua residência. A expectativa é de que esses atos se intensifiquem em frente ao tribunal onde, coincidentemente, será decidido o destino dos cinco brasileiros.

Os foragidos foram detidos entre novembro e dezembro de 2024, após o envio, por parte do STF, de uma lista com 62 nomes à Justiça argentina, todos relacionados aos ataques golpistas de janeiro de 2023. A suspensão da audiência reforça o clima de instabilidade e incerteza política entre os dois países.

[Fonte: Brasil247]

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