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Ciência

Robô da Nasa encontra bloco metálico em Marte — e ninguém esperava por isso

Um objeto metálico apareceu no caminho do Perseverance e deixou cientistas em alerta. O robô da Nasa, que explora Marte desde 2021, encontrou uma rocha que simplesmente não combina com o terreno do planeta vermelho — nem em forma, nem em composição. O achado reacende a busca por pistas sobre como o Sistema Solar evoluiu.
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Tempo de leitura: 2 minutos

O que o Perseverance encontrou no meio do nada marciano?

A rocha ganhou o apelido de Phippsaksla e tem cerca de 80 centímetros. Ela se destaca de longe: alongada, esculpida e totalmente fora do padrão das rochas quebradas do Jezero Crater. A cientista Candice Bedford, da Universidade de Purdue, explicou que o formato ereto do bloco chamou atenção imediatamente — parecia algo colocado ali, não formado pelo relevo local.

Quando o Perseverance apontou sua SuperCam, instrumento que analisa composição química e ajuda na busca por sinais de vida, veio a primeira surpresa: a rocha era rica em ferro e níquel. Essa combinação é típica de meteoritos metálicos, geralmente formados nos núcleos de grandes asteroides. Em outras palavras, o robô da Nasa pode ter encontrado um visitante espacial, vindo de outra região do Sistema Solar.

Por que isso chamou tanta atenção dos pesquisadores?

Robô da Nasa encontra bloco metálico em Marte — e ninguém esperava por isso
© https://x.com/SPACEdotcom

Meteoritos em Marte não são novidade. Curiosity, Spirit e Opportunity já encontraram vários — um deles com mais de um metro de diâmetro. Mas o Perseverance, mesmo atravessando áreas cheias de crateras, não tinha identificado nenhum meteorito desde que chegou ao planeta, em fevereiro de 2021.

Isso aumentou a curiosidade dos cientistas. Afinal, se meteoritos são relativamente comuns, por que o Perseverance demorou tanto para encontrar um? A Phippsaksla pode ajudar a responder essa pergunta e revelar detalhes sobre impactos antigos e sobre a própria superfície marciana.

A confirmação do mistério vai depender de novos testes

Por enquanto, tudo indica que a rocha é mesmo um meteorito metálico. Mas Bedford faz um alerta: “Queremos confirmar se essa composição exótica realmente corresponde a um meteorito.” O próximo passo é aprofundar os exames com os instrumentos do rover, comparando a assinatura química da rocha com meteoritos já estudados em Marte e na Terra.

Se a confirmação vier, o Perseverance finalmente realizará uma análise que faltava em sua missão: o estudo direto de um meteorito marciano, um procedimento clássico nas missões anteriores. E, claro, cada dado coletado por ele ajuda a montar o quebra-cabeça da história do Sistema Solar.

No fim das contas, a descoberta mostra que Marte ainda guarda surpresas — e que cada novo objeto encontrado pode mudar o que pensamos sobre o passado do planeta vermelho e sobre tudo o que circula por aí, além da Terra.

[Fonte: ND+]

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