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Ciência

Super El Niño: um choque climático pode estar mais perto do que você imagina

Embora os próximos anos reservem chuvas bem distribuídas e clima favorável à agricultura, um renomado meteorologista alerta para um evento climático extremo em 2034 ou 2035. Segundo ele, a próxima grande seca já tem data para começar — e pode repetir os impactos dos super El Niños passados.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Um cenário otimista de estabilidade climática nos próximos anos está prestes a ser interrompido, segundo o meteorologista Luiz Carlos Molion. Para ele, apesar do bom momento que se desenha para a agricultura, um evento climático severo desponta no horizonte e exige atenção.

Um intervalo de estabilidade

Molion afirma que a década atual deverá ser marcada por chuvas regulares e ausência de extremos climáticos. Segundo ele, 2024 já demonstra esse padrão, com precipitações bem distribuídas e condições ideais para o setor agrícola. A tendência, afirma o especialista, é que esse equilíbrio se mantenha por cerca de dez anos.

“Teremos anos dentro da média, com pequenas variações para mais ou para menos, mas sem extremos. Será uma fase boa para a agricultura e para o planejamento hídrico”, destaca o meteorologista.

Uma seca anunciada

Super El Niño: um choque climático pode estar mais perto do que você imagina
© Pexels

No entanto, esse período positivo deverá ser seguido por uma forte seca. Molion projeta que, entre 2034 e 2035, o Brasil enfrentará uma estiagem severa, provocada por um novo super El Niño — fenômeno associado ao aquecimento anormal das águas do Pacífico.

Ele compara o cenário futuro aos eventos críticos de 2015/2016 e de 1987/1988, momentos que afetaram drasticamente a distribuição de chuvas no país. Para o meteorologista, este é o momento ideal para se preparar: “A próxima grande seca já tem data. Precisamos nos antecipar para reduzir seus impactos”.

E se algo mudar?

Molion ressalta que apenas uma erupção vulcânica de grande magnitude poderia alterar essa previsão. Segundo ele, um evento com capacidade de lançar cinzas a mais de 30 km de altura poderia interferir na circulação atmosférica e esfriar o planeta temporariamente, o que postergaria a seca. No entanto, sem esse fator externo, o alerta permanece firme.

Com base em décadas de análise climática, o especialista reforça que antecipar-se pode ser a chave para enfrentar o próximo grande desafio climático do país.

[Fonte: Conexão Safra]

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