A Rússia anunciou que derrubou oito mísseis de fabricação americana do tipo ATACMS, lançados pela Ucrânia na última sexta-feira (3). Esses mísseis, capazes de alcançar até 300 quilômetros, foram utilizados em um ataque à região de Belgorod, segundo o Ministério da Defesa russo.
Os mísseis estavam acoplados a 72 drones e, de acordo com as autoridades russas, todos os dispositivos foram neutralizados. “Este tipo de ação escala o conflito de forma perigosa”, declarou o governo russo.
Em contrapartida, o presidente Vladimir Putin ameaçou usar o míssil balístico “Oreshnik”, com capacidade nuclear, contra Kiev. Putin sugeriu que este poderia ser um teste para os sistemas de defesa aérea fornecidos pelo Ocidente à Ucrânia.
O envolvimento dos EUA e novos desdobramentos
Os mísseis ATACMS foram liberados para uso pela Ucrânia em novembro de 2024, após aprovação do presidente americano Joe Biden. Segundo Biden, a medida foi uma resposta às movimentações da Rússia, que enviou tropas norte-coreanas para reforçar o front.
Além do ataque ucraniano, a Rússia lançou 81 drones contra alvos na Ucrânia entre sexta e sábado. Alguns desses drones, identificados como Shahed, de fabricação iraniana, foram interceptados pelas forças ucranianas, que derrubaram 34 dispositivos, segundo o Comando da Força Aérea do país.
Um oficial ucraniano, Andrii Kovalenko, confirmou que um porto marítimo em Leningrado foi atacado. Ele descreveu o local como um “instrumento de sobrevivência econômica e militar para a Rússia isolada”, conforme relatado pela CNN Internacional.
Ucrânia enfrenta desafios no front
Apesar de ataques pontuais como o da última sexta-feira, a Ucrânia inicia o ano em desvantagem militar. Forças russas conquistaram a vila de Nadiya, na região de Luhansk, e avançam em áreas ao sul e leste de Donetsk.
Outra preocupação para a Ucrânia é o futuro da ajuda militar dos Estados Unidos. Com a posse do presidente americano eleito Donald Trump, existe o temor de que o apoio militar seja reduzido, prejudicando ainda mais a posição ucraniana no conflito.
Crescimento da tensão e os próximos passos
O recente ataque, somado às ameaças de retaliação russa, intensifica ainda mais a crise que já perdura desde fevereiro de 2022. Com a escalada de armamentos de longo alcance e o envolvimento de potências externas, o conflito se torna cada vez mais imprevisível, trazendo desafios para a diplomacia e aumentando os riscos de um confronto ampliado.
[Fonte: Notícias UOL]