A espera terminou: The Last of Us está de volta com uma estreia poderosa, capaz de mexer com fãs e iniciantes. A segunda temporada da aclamada série da HBO mergulha fundo nas consequências do final anterior e apresenta novos conflitos que prometem redefinir a trama. A seguir, saiba tudo o que aconteceu no episódio de abertura — e por que este pode ser o melhor ano da série até agora.
Um começo direto ao ponto

A nova temporada começa apenas três dias após o final da primeira. Um grupo desconhecido, liderado por Abby (Kaitlyn Dever), parte em busca de vingança contra Joel, após ele ter exterminado um hospital inteiro para salvar Ellie. Eles seguem para Seattle, com a intenção de planejar um ataque metódico e doloroso — e o espectador já percebe que a violência emocional e física vai escalar rapidamente.
Cinco anos depois, estamos em Jackson, Wyoming, onde Ellie agora tem 19 anos. Treinada por Jesse e acompanhada por Tommy, ela demonstra coragem e força em missões contra infectados. Mas as marcas do passado ainda pesam na relação com Joel, agora visivelmente envelhecido.
Relações, segredos e feridas abertas
Em Jackson, conhecemos Dina (Isabela Merced), a melhor amiga de Ellie. Ela percebe que Joel está frequentando sessões de terapia com Gail (Catherine O’Hara). Em uma conversa intensa, Gail revela que sabe que Joel matou seu marido, mas admite que também se envergonha do próprio ódio. Joel responde com algo importante: ele não feriu Ellie, ele a salvou. Um pequeno momento que revela muito.
Enquanto isso, Ellie e Dina saem para patrulhar e encontram rastros de sangue que os levam até um prédio abandonado. Lá, enfrentam um novo tipo de infectado — mais inteligente e estratégico que os anteriores. Durante a luta, Ellie é mordida no estômago, mas esconde a ferida, disfarçando com um corte feito com seu próprio canivete. Em Jackson, sua história é recebida com descrença — afinal, ninguém sabe que ela é imune.
Ternura, tensão e um final devastador

Na véspera de Ano Novo, Ellie escreve em seu diário, revelando que sente algo por Dina. As duas compartilham um beijo durante o baile, interrompido por um comentário homofóbico de Seth, um morador da cidade. Joel intervém, mas sua tentativa de proteger Ellie só gera mais distanciamento entre eles.
O episódio termina com duas cenas inquietantes: uma bengala acesa provoca uma reação estranha em raízes subterrâneas, que parecem vivas e conectadas com os infectados. Em seguida, vemos Abby e seu grupo se aproximando de Jackson, prontos para encontrar Joel.
Uma estreia intensa e promissora
A estreia da segunda temporada reúne tudo o que tornou The Last of Us um sucesso: ação eletrizante, dilemas morais, tensão psicológica, romance, humor pontual e uma direção impecável. Cada cena carrega simbolismos e pistas que prometem se desenrolar ao longo dos episódios. Os personagens estão mais complexos, os perigos mais reais e os conflitos mais humanos.