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Trump aprova execução por pelotão de fuzilamento após caso que reacendeu debate sobre pena de morte nos EUA

A decisão envolve Nidal Hasan, condenado pelo ataque de 2009 em Fort Hood, e ocorre poucos dias depois de uma tentativa fracassada de execução por injeção letal no Tennessee.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aprovou a execução por pelotão de fuzilamento de Nidal Hasan, ex-major e psiquiatra do Exército condenado pelo ataque que matou 13 pessoas em uma base militar no Texas em 2009. A decisão ocorre em um momento de forte discussão sobre os métodos usados para aplicar a pena de morte no país, especialmente após a execução malsucedida de Christa Pike no Tennessee.

Uma execução militar por pelotão de fuzilamento

A decisão foi anunciada pelo Pentágono. Segundo as autoridades, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, recomendou a aplicação da pena de morte por pelotão de fuzilamento, posteriormente aprovada por Trump.

Hasan foi condenado por abrir fogo em 5 de novembro de 2009 dentro do centro de processamento de militares de Fort Hood, atualmente chamado Fort Cavazos, no Texas. O ataque deixou 13 mortos e outras 32 pessoas feridas.

Em 2013, um tribunal militar considerou Hasan culpado de 13 acusações de assassinato premeditado e 32 de tentativa de assassinato premeditado. Ele recebeu a sentença de morte e permanece detido na prisão militar de Fort Leavenworth, no Kansas. Agora, caberá ao secretário do Exército determinar quando e onde a execução será realizada.

Caso seja concretizada, será a primeira execução realizada pelas Forças Armadas americanas desde 1961 e a primeira por pelotão de fuzilamento no sistema militar desde 1945.

A medida também está alinhada à política adotada por Trump desde seu retorno à Casa Branca. Em janeiro de 2025, uma ordem executiva publicada pela Casa Branca determinou que o governo federal buscasse aplicar as sentenças de pena capital previstas em lei e tomasse medidas para garantir sua execução.

O caso de Christa Pike colocou o método em discussão

O anúncio sobre Hasan aconteceu poucos dias depois de um episódio que voltou a colocar a pena de morte no centro do debate nos Estados Unidos.

Christa Pike, de 50 anos, deveria ser executada no Tennessee por injeção letal em 30 de setembro. Ela havia sido condenada pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, cometido em 1995, quando Pike tinha 18 anos.

A execução, porém, não terminou como previsto. Pike recebeu duas doses do medicamento usado no procedimento, mas permaneceu viva e precisou ser levada para um hospital. Segundo seus advogados, ela ficou inconsciente, conectada a aparelhos e apresentou lesões nos braços.

O próprio Departamento de Correção do Tennessee confirmou que Pike foi transportada para uma unidade médica externa depois que todas as etapas previstas no protocolo estadual haviam sido realizadas.

Após o episódio, o governador do Tennessee, Bill Lee, suspendeu as execuções restantes previstas para 2026 e determinou uma investigação independente sobre o procedimento. Legisladores estaduais também passaram a discutir a possibilidade de ampliar os métodos disponíveis para executar condenados.

Estados Unidos mantêm diferentes métodos de execução

A injeção letal continua sendo o principal método utilizado nos estados americanos que aplicam a pena capital, mas não é o único.

Alguns estados autorizam alternativas como cadeira elétrica, gás nitrogênio e pelotão de fuzilamento. As dificuldades para obter medicamentos utilizados nas injeções e problemas registrados durante algumas execuções contribuíram para que outros métodos voltassem a ser considerados.

No caso de Pike, seus próprios advogados haviam alertado anteriormente sobre possíveis dificuldades para estabelecer um acesso intravenoso adequado e chegaram a pedir que fossem consideradas alternativas à injeção letal.

O caso de Hasan pertence ao sistema de Justiça militar, enquanto Pike foi condenada pelo sistema estadual do Tennessee. Ainda assim, os dois episódios ocorreram com poucos dias de diferença e colocaram novamente em evidência uma questão que permanece controversa nos Estados Unidos: não apenas a aplicação da pena de morte, mas também quais métodos podem ser usados para executar as sentenças.

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