A declaração foi feita em uma postagem na rede Truth Social, pouco depois de Trump se reunir com o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy, em Nova York, durante a Assembleia-Geral da ONU. O contraste é marcante: até recentemente, Trump defendia que tanto Kiev quanto Moscou deveriam abrir mão de áreas para encerrar a guerra.
Agora, ele escreveu que, com tempo, paciência e apoio financeiro da Europa e da Otan, restaurar as fronteiras originais “é uma opção realista”.
Pressão sobre Zelenskiy e Moscou
Zelenskiy tem pressionado Trump por mais apoio, incluindo sanções mais duras contra Moscou. Muitos ucranianos criticaram o presidente americano por ter recebido Vladimir Putin com tapete vermelho em um encontro no Alasca, em agosto, o que soou como sinal de condescendência diante da agressão russa.
Na nova publicação, porém, Trump atacou a estratégia militar de Moscou, dizendo que a Rússia luta de forma “sem rumo” em uma guerra que “um poder militar de verdade teria vencido em menos de uma semana”.
O que muda na prática?
Apesar da mudança de discurso, não há indicação clara de como essa visão influenciará a política externa dos EUA. Até agora, Trump não impôs novas sanções pesadas contra Moscou. Ele afirmou apenas que Washington continuará fornecendo armas a aliados “para que a Otan faça o que quiser com elas”.
Ainda assim, ao destacar que “Putin e a Rússia estão em GRANDE problema econômico” e que este é o momento para a Ucrânia agir, Trump deu sinais de que pode apoiar medidas mais duras.
[Fonte: Reuters]