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Ciência

Um segredo natural que vai além da beleza: o óleo de amêndoas e seus efeitos no sistema digestivo

Muito mais que um cosmético, o óleo de amêndoas tem propriedades anti-inflamatórias, laxantes leves e antioxidantes que favorecem a digestão e protegem o corpo de forma natural. Descubra como esse óleo pode ser um aliado do bem-estar por dentro e por fora.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O óleo de amêndoas já conquistou espaço nos cuidados com o cabelo e a pele, mas seus benefícios vão além da estética. Rico em gorduras saudáveis, vitamina E e antioxidantes, ele também pode ser um grande aliado da saúde digestiva. Um estudo argentino explica como extraí-lo de forma artesanal e revela seu potencial terapêutico.

Um aliado do autocuidado e da saúde

O óleo de amêndoas doces é considerado um verdadeiro tesouro natural. Ele hidrata, regenera e protege a pele e os cabelos, sem deixar resíduos gordurosos ou aromas fortes. Com seu perfume suave e coloração dourada, é muito usado em rituais de autocuidado. Mas não para por aí.

Segundo um estudo do Departamento de Química da Universidade Nacional do Sul, na Argentina, a extração artesanal do óleo de amêndoas é simples e pode ser feita em casa, usando métodos acessíveis como temperatura ambiente ou refluxo. Isso permite obter um produto puro e de alta qualidade, ideal tanto para uso cosmético quanto para consumo interno.

Benefícios digestivos do óleo de amêndoas

Mais do que um hidratante poderoso, o óleo de amêndoas doces também contribui para o bom funcionamento do sistema digestivo. Veja como ele atua no organismo:

Ação laxante suave

Por conter fibras naturais e ácidos graxos insaturados, como o oleico e o linoleico, o óleo ajuda a estimular o trânsito intestinal de forma delicada, sem causar irritações ou desconfortos. É ideal para aliviar constipações ocasionais e manter o ritmo digestivo equilibrado.

Efeito anti-inflamatório

Graças à presença de ácidos graxos essenciais e vitamina E, o óleo tem propriedades anti-inflamatórias que acalmam o revestimento do trato digestivo. Pode ajudar a aliviar sintomas leves de gastrite, acidez ou irritações intestinais, protegendo a mucosa contra agressões externas.

Ação antioxidante

A alta concentração de vitamina E torna o óleo de amêndoas um forte antioxidante, capaz de combater os radicais livres e o estresse oxidativo nas células digestivas. Isso contribui para o equilíbrio celular e a saúde do estômago e dos intestinos.

Fácil digestão

Por ser leve, neutro e facilmente absorvido, o óleo pode ser incorporado à alimentação diária como um suplemento suave, fornecendo nutrientes essenciais sem causar sensação de peso ou desconforto estomacal.

Como o óleo de amêndoas é extraído

O estudo argentino detalha dois métodos principais para a extração artesanal do óleo: por temperatura ambiente e por refluxo. Ambos utilizam hexano, um solvente comum em extrações vegetais.

No primeiro método, as amêndoas são moídas e misturadas com hexano. Após agitação e filtração a vácuo, o solvente é evaporado com um rotaevaporador, resultando em um óleo com densidade de 0,92 g/cm³ a 20 ºC.

O método por refluxo, por sua vez, aquece a mistura à temperatura de ebulição do hexano (69 ºC). Também inclui filtragem e destilação, garantindo um rendimento maior. Em ambos os casos, o óleo pode ser armazenado por até 12 meses em temperatura ambiente.

Amêndoas doces versus amargas: uma diferença vital

É essencial distinguir entre os dois tipos de amêndoas. As doces são seguras e nutritivas, amplamente utilizadas na alimentação e na cosmética. Já as amargas contêm amigdalina, substância que libera ácido cianídrico quando mastigada — um composto altamente tóxico.

De acordo com o estudo, a ingestão de 20 amêndoas amargas pode ser fatal para um adulto, enquanto para crianças, bastam 10 unidades. No entanto, esse tipo também é usado na indústria cosmética, especialmente na produção do ácido mandélico, um ativo eficaz contra acne e manchas na pele, com propriedades esfoliantes e renovadoras.

 

Fonte: Infobae

 

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