O domínio das montadoras chinesas já não se limita aos carros elétricos urbanos ou híbridos eficientes. Agora, o país também quer espaço entre os superesportivos de luxo. E um modelo em especial está chamando a atenção dos brasileiros: o GAC Hyptec SSR, um bólido elétrico que impressiona por sua potência, velocidade e sofisticação — e que já foi visto circulando por aqui.
Um supercarro que chegou, mas ainda não está à venda
Lançado em 2023 na China, o Hyptec SSR foi recentemente flagrado no Brasil, na cidade de Vitória (ES), embora a GAC tenha confirmado que o modelo ainda não será comercializado no país. A presença do carro por aqui tem outro propósito: ele será exibido como show car no Festival Interlagos, que acontece entre os dias 12 e 15 de junho, em São Paulo.
Apesar da curiosidade em torno do superesportivo, a GAC iniciou sua operação comercial no Brasil com outros modelos: quatro elétricos (Aion ES, Aion Y, Aion V, GS4) e um híbrido, o Hyptec HT. O SSR, por enquanto, cumpre apenas papel de vitrine tecnológica — e que vitrine.
Potência elétrica que desafia os gigantes
O Hyptec SSR é considerado um dos carros mais rápidos do mundo. Equipado com três motores elétricos, ele entrega 1.223 cavalos de potência e um torque impressionante de 125,4 kgfm, distribuído por tração integral. Para efeito de comparação, um SUV compacto comum tem cerca de 20 kgfm de torque.
Com essa força absurda, o carro atinge 100 km/h em apenas 1,9 segundo — desempenho que supera até mesmo o novo Bugatti Tourbillon, de 1.800 cv, que precisa de 2 segundos para alcançar a mesma velocidade. A velocidade máxima do modelo chinês é de 251 km/h.
A estrutura do SSR é toda feita em fibra de carbono, com carroceria para dois ocupantes e portas que se abrem verticalmente. A bateria de 74,7 kWh garante uma autonomia de até 506 km (ciclo CLTC), resultado de soluções inteligentes de engenharia que tornam o consumo de energia mais eficiente.
Na China, o Hyptec SSR custa o equivalente a R$ 1,4 milhão. Embora não haja previsão de vendas no Brasil, a simples presença do modelo já deixa claro que os chineses também querem conquistar o mercado de alto desempenho — e não estão vindo devagar.
[Fonte: Terra]