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Mundo

Uma mensagem poderosa que ecoa pelo mundo: o apelo do Papa Francisco nesta Páscoa

Mesmo debilitado e em recuperação, o Papa Francisco fez um pronunciamento marcante diante de milhares de fiéis. Sua mensagem de Páscoa foi um chamado urgente pela paz, liberdade e dignidade humana — e lançou luz sobre os conflitos que hoje ferem a humanidade.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Em um dos momentos mais simbólicos do calendário católico, o Papa Francisco apareceu neste domingo na varanda da Basílica de São Pedro, mesmo com saúde fragilizada, para participar da bênção de Páscoa “Urbi et Orbi”. Seu discurso, lido por um colaborador, tocou temas sensíveis como liberdade religiosa, conflitos armados e crises humanitárias, deixando claro que a paz exige mais do que boas intenções: requer coragem e compaixão.

A importância da liberdade para alcançar a paz

Francisco destacou que não é possível construir a paz sem liberdade de religião, de pensamento e de expressão. “É preciso respeitar as opiniões dos outros”, declarou, reiterando que esses valores são essenciais para uma convivência justa e pacífica.

Mesmo com dificuldades respiratórias recentes e em cadeira de rodas, o Papa insistiu em estar presente. Embora não tenha celebrado a missa, presidida pelo cardeal Angelo Comastri, Francisco fez questão de saudar os fiéis com um “Feliz Páscoa” e acompanhar a cerimônia com atenção.

Gaza, cristãos perseguidos e o clamor por justiça

No centro de sua mensagem, o Papa fez um forte apelo pelo fim da violência em Gaza: pediu cessar-fogo, libertação dos reféns e ajuda para a população faminta. Manifestou solidariedade às comunidades cristãs em Gaza e a todos os que sofrem no conflito.

Ele também demonstrou preocupação com o aumento do antissemitismo no mundo e fez votos para que a celebração conjunta da Páscoa por católicos e ortodoxos, neste ano, irradie paz a partir do Santo Sepulcro para toda a Terra Santa.

Contra a corrida armamentista: o desarme como caminho

Francisco criticou duramente o aumento dos gastos militares globais. “A exigência de defesa não pode se transformar em uma corrida ao rearmamento”, afirmou. Em vez disso, pediu que os líderes políticos invistam em combater a fome e promover o desenvolvimento.

Para ele, as verdadeiras armas da paz são aquelas que constroem o futuro: educação, saúde, justiça social e solidariedade. Nesse sentido, condenou também os ataques a hospitais, escolas e trabalhadores humanitários, chamando atenção para o sofrimento de civis inocentes.

Encontro com o vice-presidente dos EUA

Em um gesto diplomático importante, Francisco recebeu brevemente o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, na Casa Santa Marta. O encontro aconteceu pouco depois da bênção e teve duração de poucos minutos.

A reunião se deu em um contexto delicado entre o Vaticano e o governo de Donald Trump. Vance, convertido ao catolicismo em 2019, pertence à ala conservadora crítica do Papa em temas como imigração. No dia anterior, Vance já havia se encontrado com o cardeal Pietro Parolin, discutindo temas internacionais e humanitários.

Fé ativa mesmo na fragilidade

Apesar da debilidade física, o Papa fez questão de manter sua rotina religiosa. No sábado, apareceu de surpresa para rezar na Basílica de São Pedro, e na Quinta-feira Santa visitou a prisão de Regina Coeli, como costuma fazer desde o início de seu pontificado.

Na homilia lida por Comastri durante a missa de Páscoa, Francisco destacou que “Jesus chora com os que sofrem” e chamou os fiéis a não se acomodarem em certezas religiosas, mas sim a “ir além para encontrar verdadeiramente a presença de Cristo”.

 

Fonte: Infobae

 

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