A descoberta de um novo cometa interestelar agitou a comunidade científica. Identificado pela NASA, esse visitante cósmico não pertence ao nosso Sistema Solar e segue uma trajetória que o tornará visível por meses. Embora esteja longe da Terra, sua origem e velocidade impressionam os astrônomos.
Um cometa de outro sistema estelar

O cometa 3I/ATLAS foi identificado no dia 1º de julho por telescópios do sistema ATLAS, instalados no Chile. O nome “3I” indica que ele é o terceiro objeto já registrado vindo de fora do Sistema Solar — os dois anteriores foram o Oumuamua (2017) e o Borisov (2019).
Viajando a incríveis 245 mil km/h, o 3I/ATLAS está em rota hiperbólica, ou seja, ele está apenas de passagem e não será capturado pela gravidade do Sol. A maior aproximação com a nossa estrela ocorrerá em 30 de outubro, a uma distância de 210 milhões de quilômetros — levemente dentro da órbita de Marte. Em relação à Terra, o ponto mais próximo será em dezembro, a 270 milhões de quilômetros.
O que ele revela sobre o universo
Segundo especialistas do Instituto de Astrofísica de Canárias (IAC), o cometa é formado majoritariamente por gelo, diferente de muitos asteroides compostos por rocha. A observação do 3I/ATLAS pode fornecer pistas valiosas sobre a composição de sistemas estelares distantes.
O astrônomo Jonathan McDowell, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, reforça que o objeto é seguro e que sua trajetória permitirá acompanhá-lo com telescópios até o próximo ano. Já Richard Moissl, da Agência Espacial Europeia, explica que ele passará pelo interior do Sistema Solar a até 60 km por segundo, em uma jornada impressionante, mas inofensiva.
[Fonte: O globo]