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Ciência

Vulcão na fronteira com a Argentina volta a emitir cinzas

Uma nuvem branca subindo da montanha e cheiro forte de enxofre no ar. O vulcão Planchón-Peteroa voltou a dar sinais claros de atividade, e o cenário já acendeu o sinal de alerta vulcânico em parte da América do Sul. As recentes emissões de cinzas chamaram a atenção de autoridades e especialistas.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Vulcão Planchón-Peteroa entra em nova fase de atividade

O vulcão Planchón-Peteroa, localizado na fronteira entre Argentina e Chile, voltou a apresentar pulsos de atividade superficial nas últimas semanas. As colunas de cinzas chegaram a atingir entre 1,1 e 2 quilômetros acima da cratera, segundo dados do Segemar, o Serviço Geológico da Argentina.

Por conta dessa evolução, o nível de alerta vulcânico permanece na cor amarela desde julho, indicando instabilidade, mas sem sinais de erupção iminente. Imagens de satélite confirmaram o fenômeno, que também causou redução de visibilidade e um forte odor de enxofre nas áreas próximas.

Ao contrário do que muita gente imagina, o vulcão Planchón-Peteroa não tem o formato clássico de “cone perfeito”. Ele é um complexo vulcânico com quatro crateras, formado ao longo de duas grandes fases geológicas. Isso torna o monitoramento ainda mais delicado.

Por que o alerta vulcânico foi elevado?

Vulcão na fronteira com a Argentina volta a emitir cinzas
© https://diariodocomercio.com.br/

Especialistas do Observatório Argentino de Vigilância Vulcânica apontam que o aumento da sismicidade, deformação do terreno e anomalias térmicas explicam a manutenção do alerta vulcânico.

Segundo o diretor do órgão, Sebastián García, os relatórios agora são divulgados a cada 15 dias, e não mais mensalmente. Isso mostra que o vulcão Planchón-Peteroa entrou em um estágio mais ativo de acompanhamento.

Apesar disso, os técnicos reforçam que não há, por enquanto, risco de uma grande erupção. O principal perigo é outro.

Cinzas são o maior risco para população

O maior risco ligado ao alerta vulcânico não é a lava, mas a queda de cinzas. A última erupção mais forte do vulcão Planchón-Peteroa aconteceu em 2018, mas desde maio deste ano ele vem mostrando atividade sísmica e fumarólica constante.

A cinza vulcânica pode causar problemas respiratórios, afetar plantações e comprometer o abastecimento de água. Dependendo da direção dos ventos, cidades do sul da província de Mendoza podem ser impactadas.

Mesmo com o cenário de atenção, especialistas afirmam que não há risco direto para regiões mais distantes, como a província de San Juan, que fica a cerca de 400 km do foco de atividade.

A situação segue sob monitoramento, e o alerta vulcânico permanece ativo. Resta agora acompanhar os próximos boletins e entender até onde o vulcão Planchón-Peteroa pode surpreender — e se o continente terá que lidar com um novo capítulo de instabilidade geológica.

[Fonte: Diário do Comércio]

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