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Tecnologia

Wukong, o supercomputador chinês que pensa como um cérebro animal

Um supercomputador inédito promete romper a fronteira entre máquinas e mentes. Capaz de simular bilhões de neurônios, ele abre caminho para uma nova era em que a inteligência artificial pensa mais como os seres vivos. Descubra o que há por trás dessa revolução tecnológica.
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Tempo de leitura: 2 minutos

A tecnologia neuromórfica, que busca replicar o funcionamento do cérebro em sistemas artificiais, acaba de dar um salto impressionante. Pesquisadores chineses revelaram uma supermáquina capaz de pensar como um animal, desafiando tudo o que se conhece sobre IA e neurociência. A novidade pode redefinir não apenas como interagimos com a tecnologia, mas também como entendemos a própria mente.

Um cérebro artificial com bilhões de neurônios

Batizado de Wukong, ou “Darwin Monkey”, o novo supercomputador foi desenvolvido por cientistas da Universidade de Zhejiang em parceria com o Zhejiang Lab, na China. Seu design é inspirado no cérebro animal, sendo capaz de simular mais de 2 mil milhões de neurônios e 100 bilhões de conexões sinápticas ativas.

A arquitetura da máquina inclui 960 chips Darwin 3, cada um projetado para emular milhões de neurônios com alto nível de precisão. O consumo de energia é de apenas 2.000 watts — um número surpreendentemente baixo para uma máquina desse porte, especialmente considerando que seu desempenho se aproxima do de um cérebro de macaco.

Tecnologia com lógica e criatividade

O que diferencia Wukong de outras supermáquinas não é apenas sua potência, mas também seu sistema operacional inovador, criado especialmente para simular funções cognitivas complexas. Ele é capaz de operar modelos como o DeepSeek, com habilidades de geração de conteúdo, raciocínio lógico e solução de problemas matemáticos em tempo real — tudo de forma autônoma e contextual.

Essa arquitetura possibilita avanços significativos na criação de inteligências artificiais mais “humanas”, com respostas menos mecânicas e mais adaptadas ao ambiente.

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© STR/Jiji Press/AFP – Getty Images

Conectando a IA à neurociência

Mais do que uma ferramenta para a tecnologia, Wukong representa uma ponte inédita entre IA e ciências biológicas. O sistema poderá ser usado para simular o cérebro de diversos animais, desde vermes microscópicos até primatas, permitindo estudos aprofundados sem a necessidade de testes invasivos em seres vivos.

De acordo com o líder do projeto, Pan Gang, o objetivo é criar um modelo de IA que funcione com base na lógica do cérebro — sensível ao contexto, eficiente e menos dependente de imensos centros de dados.

Um novo paradigma para a inteligência artificial

Supercomputadores já são fundamentais para áreas como meteorologia, astronomia e medicina. Mas com Wukong, a computação dá um passo decisivo rumo à biologia digital, em que máquinas não apenas calculam, mas aprendem, adaptam-se e até raciocinam.

Esse “cérebro eletrônico” é uma aposta ousada que pode tornar a IA do futuro muito mais próxima da inteligência dos seres vivos — e menos parecida com as máquinas que conhecemos hoje.

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