Tim Cook, que assumiu a Apple após a morte de Steve Jobs e consolidou a empresa como uma das mais valiosas da história, pode estar se preparando para uma despedida em breve. Fontes ouvidas pelo Financial Times afirmam que a sucessão entrou em ritmo acelerado, com Cook, prestes a completar 66 anos, considerando deixar o cargo já em 2025. A grande dúvida agora é quem assumirá a liderança de uma das companhias mais influentes do planeta.
Uma transição histórica à vista
Desde que Cook assumiu a Apple em 2011, a empresa ultrapassou a marca de trilhões de dólares em valor de mercado e diversificou sua linha de produtos. Agora, com mais de uma década à frente da companhia, o executivo se aproxima do momento de passagem de bastão — algo raro na história da gigante, que só teve dois CEOs desde a era moderna iniciada por Jobs.
Nomes como Craig Federighi, Greg Joswiak e Jeff Williams já foram cotados ao longo dos anos. Mas, segundo o Financial Times, o favorito atual é John Ternus, vice-presidente sênior de engenharia de hardware.
Quem é John Ternus, o possível novo CEO da Apple?
Com 50 anos, Ternus é o mais jovem entre os principais executivos da empresa e possui uma trajetória sólida: está na Apple há mais de 24 anos. Formado em engenharia mecânica pela Universidade da Pensilvânia, iniciou a carreira em projetos de realidade virtual antes de ingressar na equipe de design de produtos da Apple, em 2001.
Desde então, subiu todos os degraus da hierarquia de hardware. Tornou-se líder do setor em 2022 e esteve diretamente envolvido em praticamente todos os lançamentos importantes das últimas duas décadas:
- AirPods
- Macs
- iPads
- iPhones
- Transição para chips Apple Silicon
Sua presença em eventos da empresa vem crescendo — ele apresentou o revolucionário chip M1 em 2020 e, mais recentemente, o novo iPhone Air.
O executivo que agrada pela discrição
Relatos internos indicam que Cook vê em Ternus um perfil ideal de comunicador: calmo, preciso e pouco propenso a polêmicas. Segundo reportagem da Bloomberg, Ternus é “moderado, cauteloso por natureza e avesso a registrar decisões controversas por e-mail”.
Esse estilo discreto combina com o modelo de gestão de Cook, mas também pode marcar uma mudança cultural: um retorno do foco para engenharia de ponta após anos de um direcionamento mais voltado a operações e logística.
As críticas que aceleram a sucessão
Apesar do crescimento financeiro da Apple, parte dos fãs e analistas critica a falta de inovação “revolucionária”, apontando que o ritmo dos últimos anos se tornou previsível. A estreia frustrada do Vision Pro, a demora para avançar no mercado de IA e o lançamento atrasado do Siri com inteligência artificial reforçaram essa percepção.
Para essa ala, a chegada de um CEO com formação técnica e histórico no desenvolvimento dos produtos mais icônicos da empresa pode representar um novo ciclo — mais ousado e centrado em engenharia.
Um novo capítulo para a gigante de Cupertino
Caso Tim Cook realmente deixe o cargo em 2025, a Apple passará por sua maior mudança de liderança em mais de uma década. A escolha do próximo CEO influenciará profundamente o futuro da empresa, especialmente em áreas estratégicas como inteligência artificial, dispositivos vestíveis e computação espacial.
Se John Ternus for confirmado, a Apple poderá entrar numa fase guiada por um perfil mais técnico, possivelmente buscando recuperar o brilho inovador que marcou sua história — e que muitos acreditam ter diminuído nos últimos anos.
A sucessão já começou. E o mundo da tecnologia observa cada movimento.