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Ciência

A que idade um cachorro envelhece? Estudo mostra que a velhice depende do porte, da raça e até do histórico hormonal

Durante muito tempo se repetiu a ideia de que todo cão se torna idoso aos 7 anos. Mas uma nova pesquisa revela que esse número é apenas uma média — e que alguns cães envelhecem muito antes, enquanto outros continuam jovens por quase uma década a mais. Porte, raça, peso, esterilização e fatores individuais influenciam diretamente quando a velhice começa, e reconhecer o momento certo pode prolongar a qualidade de vida do animal.
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Tempo de leitura: 3 minutos

A fase sênior faz parte da jornada de todo cachorro, mas entender quando ela começa ajuda tutores e veterinários a oferecer cuidados adequados e detectar doenças precocemente. Segundo um estudo publicado no Journal of Small Animal Practice, a idade de início da velhice varia amplamente. Embora o número mais repetido seja 7 anos, essa referência se mostra imprecisa quando analisamos diferentes raças e tamanhos.

Cada raça envelhece em um ritmo diferente

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© Pexels

Cães pequenos tendem a viver mais e chegar à terceira idade mais tarde — alguns só são considerados idosos perto dos 11 ou 14 anos. O cocker spaniel, por exemplo, costuma ser classificado como sênior aos 11 anos, enquanto o jack russell terrier pode demorar até os 14 anos para apresentar sinais claros de envelhecimento.

Já cães maiores e gigantes entram na fase idosa mais cedo devido ao desgaste físico e ao peso corporal. Por isso, a idade cronológica não é suficiente para medir o envelhecimento. O ideal é considerar as características de cada animal e ajustar consultas, alimentação e rotina de exercícios conforme sua realidade.

As doenças mais comuns em cães idosos

O estudo identificou os problemas de saúde mais frequentes na velhice canina — informações valiosas para prevenir e tratar enfermidades a tempo. Entre as doenças mais comuns estão:

  • Sobrepeso e obesidade (35%), frequentemente associados à redução da atividade física 
  • Doenças musculoesqueléticas (33%), mais prevalentes em cães de porte grande 
  • Problemas dentários (31%), que aumentam cerca de 10% a cada ano de vida 
  • Alergias e doenças de pele (28%) 
  • Distúrbios digestivos (22%) 

As doenças dentárias chamam atenção pela progressão acelerada. Raças pequenas, como o cocker spaniel, acumulam mais tártaro e desenvolvem periodontite com facilidade — o que torna a escovação dental e o acompanhamento veterinário indispensáveis. Enquanto isso, grandes porte como border collie, labrador e dogue de Bordeaux sofrem mais com desgaste nas articulações.

Por que cães grandes envelhecem mais cedo?

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© FreePik

Além do porte e da raça, outros fatores modulam o processo de envelhecimento. A pesquisa sugere que:

  • Cães grandes envelhecem mais rápido do que os pequenos 
  • Machos castrados apresentam mais problemas musculoesqueléticos do que fêmeas não castradas 
  • Genética, peso e estilo de vida aceleram ou retardam o envelhecimento 

Isso significa que dois cães da mesma idade podem estar em fases totalmente diferentes. Um yorkshire de 9 anos pode ter vitalidade de adulto, enquanto um rottweiler da mesma idade já pode apresentar limitações.

Como cuidar melhor de um cão sênior

Ao entrar na fase geriátrica, os cuidados precisam mudar. Veterinários recomendam:

  • Consultas periódicas para detectar doenças precocemente 
  • Vacinação e desparasitação em dia 
  • Dieta equilibrada e adaptada ao envelhecimento 
  • Exercícios moderados para manter mobilidade sem sobrecarregar articulações 
  • Escovação dental regular e limpezas periódicas 

A educação do tutor é peça-chave. Muitos donos não reconhecem os primeiros sinais de envelhecimento — como lentidão, desinteresse, alterações no apetite ou dificuldade para subir escadas — e acabam procurando ajuda quando a doença já está avançada.

Programas como o PetSavers Aging Canine Toolkit auxiliam na identificação de sintomas e na construção de planos personalizados para cães idosos, oferecendo mais conforto e longevidade.

 

[ Fonte: La Nación ]

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