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Ciência

A revelação que desmonta o mito dos “nativos digitais” da Geração Z

Uma pesquisa inédita mostra que muitos jovens acreditam que o banco pode pedir dados por SMS ou WhatsApp — exatamente o tipo de prática usada em golpes. Metade admite saber pouco sobre cibersegurança, e poucos seguem recomendações básicas. A conclusão é direta: crescer com tecnologia não significa entendê-la, muito menos saber se proteger.
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Tempo de leitura: 2 minutos

O mito que cai: juventude digital, vulnerabilidade real

Durante anos se afirmou que a Geração Z, por viver imersa em tecnologia, teria vantagem natural em segurança digital. Mas a pesquisa da CECA revela outro cenário: 57% dos jovens entre 18 e 29 anos admitem saber pouco sobre cibersegurança. Ainda mais alarmante, 28% acreditam que bancos podem solicitar informações sensíveis por canais não oficiais, como SMS ou WhatsApp — um erro grave que abre portas para golpes de phishing.

Essa percepção equivocada, historicamente associada aos idosos, agora aparece com a mesma força entre quem usa o celular para tudo, menos para desconfiar quando necessário.

A brecha que aproxima jovens e idosos

Fraudes via telefone ou mensagem são amplamente conhecidas, e campanhas sempre focaram os mais velhos como grupo de risco. No entanto, o estudo expõe uma inversão surpreendente: jovens são os que menos seguem orientações de segurança do banco. Apenas 33,2% obedecem às recomendações. Entre idosos acima de 65 anos, esse número sobe para 66%.

O paradoxo é claro:

  • Jovens confiam demais na própria habilidade tecnológica.

  • Idosos, por se sentirem menos seguros, seguem regras com mais disciplina.

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© Getty Images – Deepart386

Por que isso acontece: confiança excessiva e rotina digital saturada

Para a Geração Z, receber dezenas de notificações por minuto é algo natural. Essa avalanche de mensagens normaliza o fluxo constante de alertas — e facilita que golpes passem despercebidos. A familiaridade com dispositivos não significa conhecimento sobre riscos. Pelo contrário, especialistas apontam que o excesso de confiança torna os jovens mais vulneráveis a ataques de engenharia social.

Em resumo: eles sabem usar tecnologia, mas não sabem se defender dela.

Um lembrete essencial: o banco nunca pedirá suas senhas

A CECA reforça uma regra básica que muitos jovens ainda ignoram: nenhuma instituição financeira solicitará códigos, senhas ou dados sigilosos por canais não oficiais. Nunca.

As recomendações seguem simples e eficazes:

  • evitar abrir anexos desconhecidos,

  • não clicar em links suspeitos,

  • acessar o site do banco digitando o endereço manualmente,

  • e, em caso de dúvida, ligar diretamente para a instituição.

O problema, portanto, não é a tecnologia — é o comportamento. E, segundo o estudo, esse é um alerta que a Geração Z precisa levar muito mais a sério.

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