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Tecnologia

Meta elimina mais de 8 milhões de contas no Facebook e Instagram usadas em golpes e fraudes digitais

A empresa de Mark Zuckerberg também derrubou 21 mil páginas falsas e mais de 6 milhões de perfis do WhatsApp envolvidos em esquemas de criptomoedas, atendimento ao cliente falso e roubo de dados pessoais.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Entre janeiro e outubro de 2025, a Meta intensificou sua guerra contra o cibercrime e desmantelou redes de golpistas que operavam em várias regiões da Ásia e do Oriente Médio. A empresa afirma que a ofensiva é parte de um esforço global para reduzir o número de fraudes financeiras e de identidade que circulam em suas plataformas.

A maior operação de limpeza digital da Meta

Redes Sociais
© Wachiwit (Shutterstock)

A Meta anunciou ter detectado e removido cerca de 8 milhões de contas fraudulentas no Facebook e no Instagram desde o início de 2025. Segundo a empresa, essas contas estavam ligadas a esquemas de roubo de identidade, falsos atendimentos ao cliente, pirâmides financeiras e golpes com criptomoedas.

Os resultados, divulgados em comunicado oficial, fazem parte de um programa global de segurança digital. As operações mais ativas estavam associadas a organizações criminosas com base em Mianmar, Laos, Camboja, Emirados Árabes Unidos e Filipinas — países onde se multiplicam os chamados “centros de scam”, verdadeiras fábricas de golpes digitais que exploram trabalhadores e manipulam milhões de vítimas ao redor do mundo.

Além disso, a empresa removeu mais de 21 mil páginas falsas que se passavam por bancos, companhias aéreas e grandes marcas para obter dados de login e informações bancárias. E, em uma ação paralela, suspendeu mais de 6 milhões de contas de WhatsApp utilizadas em golpes semelhantes.

Os golpes mais comuns detectados

A Meta também detalhou os principais tipos de fraude detectados em suas plataformas nos últimos meses. Os mais frequentes incluem:

  • Falsos investimentos em criptomoedas: perfis com fotos e nomes de “investidores de sucesso” prometem lucros rápidos e redirecionam vítimas para sites fraudulentos.

  • Atendimento ao cliente falso: golpistas respondem a comentários de perfis oficiais de empresas, fingindo ser representantes de bancos, companhias aéreas ou lojas on-line, e induzem o usuário a enviar dados sigilosos.

  • Serviços inexistentes de alívio de dívidas ou programas sociais: voltados principalmente a idosos, com falsas promessas de restituição de valores ou benefícios governamentais.

  • Perfis falsos de órgãos oficiais: páginas que imitam entidades como o FBI, Interpol ou “centros de recuperação de fundos”, usadas para aplicar golpes em vítimas de fraudes anteriores.

Segundo a Meta, muitos desses esquemas combinam engenharia social, inteligência artificial e anúncios pagos para parecerem legítimos, tornando mais difícil para o usuário identificar o golpe.

Nova geração de ferramentas de segurança

Para enfrentar essa nova onda de fraudes, a Meta anunciou atualizações de segurança em todas as suas plataformas. As principais novidades são:

  • WhatsApp: alertas automáticos quando um usuário tenta compartilhar a tela durante uma videochamada com um contato desconhecido — uma técnica comum usada por criminosos para capturar códigos de verificação e senhas.

  • Messenger: um sistema experimental de detecção avançada de golpes, que identifica mensagens suspeitas e pode acionar a IA da Meta para analisar conversas recentes em busca de indícios de fraude.

  • Facebook e Instagram: uma nova Revisão de Segurança integrada, que recomenda trocas de senha, uso de autenticação biométrica e revisão de dispositivos conectados.

  • WhatsApp Reforçado: ampliação da Revisão de Privacidade, que agora permite definir quem pode adicionar o usuário a grupos e limitar o acesso ao número de telefone.

O desafio de conter o cibercrime global

Hackers
© Freepik

De acordo com especialistas, o combate da Meta é parte de uma tendência mais ampla de plataformas digitais tentando conter o crescimento das fraudes online, especialmente em países emergentes.

Os chamados “centros de scam” se tornaram uma indústria multibilionária que mescla tráfico humano, extorsão e golpes financeiros em escala global. As medidas da Meta, embora importantes, representam apenas um passo em uma batalha cada vez mais complexa.

Um alerta para os usuários

A empresa reforçou que a primeira linha de defesa ainda é o próprio usuário. “Desconfiar de promessas de ganhos rápidos, checar perfis oficiais e nunca compartilhar códigos de verificação são atitudes essenciais para evitar cair em fraudes”, destacou a Meta em seu comunicado.

A gigante das redes sociais também confirmou que continuará cooperando com autoridades internacionais para rastrear as redes criminosas por trás dos golpes.

Enquanto isso, a mensagem é clara: o cibercrime se modernizou — e o golpe, agora, pode estar a um clique de distância.

 

[ Fonte: TN ]

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