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A surpreendente ambição de Trump e a disputa silenciosa pelo novo Papa

Donald Trump fez uma declaração inesperada sobre o papado e mencionou seu favorito na corrida para suceder Francisco. Enquanto isso, os bastidores do conclave que decidirá o futuro da Igreja Católica estão cada vez mais movimentados.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O ex-presidente dos Estados Unidos voltou a gerar polêmica com uma afirmação inusitada que rapidamente repercutiu pelo mundo. No entanto, sua fala esconde uma preferência que pode influenciar discretamente a decisão mais importante da Igreja Católica nos próximos anos.

Um comentário que causou furor internacional

Escolha Do Novo Papa (2)
© iStock

Em mais uma de suas declarações provocativas, Donald Trump afirmou que “gostaria de ser papa” e chegou a dizer que essa seria sua “opção número um”. A frase, dita em tom de brincadeira durante um pronunciamento, não demorou a viralizar e gerar reações nos meios políticos e religiosos.

Apesar do tom leve da fala, Trump não perdeu a oportunidade de mencionar sua preferência para o cargo mais alto da Igreja Católica: o cardeal Timothy Dolan, arcebispo de Nova York. “Ele é muito bom”, disse, sem deixar claro se acredita realmente que Dolan possa ser eleito.

O favorito americano na corrida papal

Dolan, de fato, está entre os nomes mais respeitados nos círculos eclesiásticos dos Estados Unidos. Ele participará do conclave que escolherá o próximo pontífice, programado para começar em 7 de maio, após o falecimento do papa Francisco no último dia 21 de abril.

Não será a primeira vez que Dolan marcará presença nesse processo: ele já participou do conclave de 2013, que elegeu o cardeal argentino Jorge Bergoglio como papa. Naquela ocasião, Dolan recebeu dois votos. Agora, volta ao cenário global com alguma expectativa em torno de seu nome.

Além dele, os cardeais americanos Raymond Burke — apoiado por setores conservadores — e Robert Prevost, fluente em espanhol e ligado ao Vaticano, também estão entre os possíveis candidatos.

Detalhes do conclave: quem vota e o que está em jogo

O conclave será composto por 135 cardeais com menos de 80 anos, todos com direito a voto. Um deles sairá do processo como o novo líder máximo da Igreja Católica. As regras determinam que, caso nenhuma decisão seja tomada após três dias consecutivos de votação, haverá uma pausa de um dia para orações e discussões.

Historicamente, essa pausa tem ajudado a destravar impasses, mas nas últimas eleições ela não foi necessária. Os cardeais esperam que o processo atual também seja breve, apesar da complexidade envolvida.

Representatividade global no conclave

A distribuição geográfica dos cardeais votantes revela uma Igreja cada vez mais plural. A Itália lidera com 19 cardeais, seguida pelos Estados Unidos com 11. O Brasil terá sete representantes, a Espanha seis e a Argentina contará com quatro cardeais com direito a voto.

Essa diversidade levanta questões sobre os rumos que a Igreja pode tomar no pós-Francisco. Será que os cardeais escolherão um nome progressista, como o de Prevost, ou alguém mais conservador, como Burke? Ou, quem sabe, algum nome que simbolize equilíbrio e tradição, como Dolan?

Um futuro em disputa

Embora a afirmação de Trump tenha sido recebida como piada, ela evidencia como a escolha de um novo papa repercute muito além do mundo religioso. A sucessão de Francisco está sendo observada com atenção por líderes políticos, fiéis e analistas ao redor do globo.

Enquanto isso, o Vaticano se prepara para dias intensos de debate, oração e deliberação. E o mundo aguarda — com expectativa e curiosidade — o momento em que a fumaça branca subirá, anunciando o novo pontífice.

 

Fonte: Canal26

 

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