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Ciência

Álcool ou açúcar: afinal, qual faz mais mal? Especialista explica

Os dois são deliciosos, estão por toda parte e fazem parte da rotina de muita gente. Mas quando o assunto é saúde, álcool e açúcar aparecem como vilões — e entender seus impactos pode mudar completamente a forma como você encara a própria alimentação.
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Tempo de leitura: 2 minutos

A discussão é antiga: o que prejudica mais, álcool ou açúcar?

De acordo com a nutricionista Andrezza Botelho, a resposta é direta — e nada animadora: os dois fazem mal na mesma proporção. Cada um ataca o organismo de formas diferentes, mas ambos estão ligados a doenças graves, inflamações e problemas metabólicos.

Entenda por que o álcool é tão prejudicial ao organismo

O álcool traz efeitos imediatos, como desidratação e ressaca, mas é no longo prazo que a situação fica séria. A especialista destaca riscos que muita gente ignora:

  • câncer de boca, garganta, esôfago, fígado, mama e cólon;
  • cirrose hepática;
  • hipertensão, insuficiência cardíaca e miocardiopatia;
  • danos cerebrais, perda de memória e até demência;
  • inflamação gastrointestinal e problemas de fertilidade.

Além disso, cada grama de álcool tem 7 calorias, quase o mesmo que a gordura — e muito acima dos carboidratos. Isso favorece acúmulo de gordura abdominal e atrapalha o metabolismo.

E tem mais: o organismo prioriza metabolizar o álcool como toxina, diminuindo temporariamente a queima de gordura e afetando a absorção de nutrientes.

Açúcar: energia rápida — e problemas ainda mais rápidos

Álcool ou açúcar: afinal, qual faz mais mal? Especialista explica
© Pexels

Já o açúcar, especialmente o açúcar de adição presente em produtos industrializados, está ligado a:

  • maior risco de diabetes e obesidade;
  • problemas cardiovasculares;
  • certos tipos de câncer;
  • declínio cognitivo e piora da memória;
  • inflamações, alterações digestivas e mudanças de humor.

O excesso de glicose sobrecarrega o sistema nervoso, interfere no aprendizado e pode contribuir para quadros demenciais.

Além disso, doces e bebidas açucaradas causam oscilações rápidas na glicemia, aumentando o apetite e levando a escolhas alimentares piores — o famoso ciclo da fome emocional.

Dieta em risco: como álcool e açúcar sabotam seus objetivos

Se o foco é emagrecer ou ganhar massa muscular, álcool e açúcar agem como inimigos diretos.

O álcool reduz hormônios essenciais para a construção muscular — como testosterona e GH — e ainda aumenta o cortisol, hormônio catabólico que favorece perda de massa magra.

Já alimentos ricos em açúcar oferecem muitas calorias e quase nenhum nutriente, dificultando o controle de peso e prejudicando o desempenho físico.

Dá para consumir de forma equilibrada?

Existe espaço para moderação — mas com limites claros.

Botelho explica que:

Açúcar de adição deve ser evitado sempre que possível. Priorize alimentos com açúcar natural, como frutas e preparações sem açúcar extra.

Álcool, por outro lado, não deveria fazer parte da rotina. Quando o consumo acontece, a nutricionista recomenda suplementação para proteger o fígado, como silimarina, alcachofra e laranja moro.

Em outras palavras: equilíbrio é possível, mas não com consumo frequente — especialmente se o objetivo é saúde real, e não só estética.

Álcool e açúcar continuam sendo protagonistas de muitos momentos sociais, mas entender seus impactos ajuda a fazer escolhas mais conscientes. No fim, não se trata de escolher o “menos pior”, e sim de descobrir como seu corpo reage e decidir qual caminho faz mais sentido para a sua vida.

[Fonte: CNN Brasil]

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