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Ciência

Alerta: os sinais da insuficiência renal que você não pode ignorar

Eles trabalham sem parar para manter seu corpo em equilíbrio, mas quando algo dá errado, os sintomas podem demorar a aparecer — e o risco é sério. Entenda os diferentes tipos de insuficiência renal, o que causa cada um e como agir antes que seja tarde.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Os rins são como os “filtros” do nosso organismo: eles limpam o sangue, equilibram fluidos e controlam sais, ácidos e hormônios essenciais. Mas fatores como doenças crônicas, uso excessivo de medicamentos ou simples desidratação podem comprometer seu funcionamento, levando à insuficiência renal — uma condição que pode ser aguda, crônica ou até irreversível.

O que acontece quando os rins falham

A insuficiência renal pode se manifestar de forma aguda ou crônica. No primeiro caso, a perda da função dos rins ocorre de maneira rápida — em horas ou dias —, mas com possibilidade de reversão. Já a forma crônica se instala aos poucos, ao longo de mais de três meses, causando danos progressivos e permanentes.

Segundo a nefrologista Caroline Reigada, do Hospital São Luiz e do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, entender a causa da insuficiência renal é essencial para agir corretamente. Na fase aguda, ela pode ser:

  • Pré-renal, quando há falta de fluxo sanguíneo adequado nos rins, causada por desidratação, hemorragias, queimaduras extensas, insuficiência cardíaca ou uso excessivo de diuréticos e laxantes.
  • Renal, quando a agressão é direta aos rins — por exemplo, em casos de vasculites, nefrites, infecções como hepatite B e C ou HIV, uso abusivo de anti-inflamatórios, sepse ou coágulos.
  • Pós-renal, quando há bloqueio no escoamento da urina, como tumores obstrutivos ou fibroses.

“Identificar a origem do problema é fundamental para evitar que o dano avance e se torne irreversível”, alerta a especialista.

Doença renal crônica: um inimigo silencioso

A doença renal crônica (DRC) é mais perigosa porque, na maioria dos casos, evolui sem sintomas claros. Ela é progressiva e, nos estágios mais avançados (grau 5), somente a diálise ou o transplante podem manter a pessoa viva.

No Brasil, os principais responsáveis pela insuficiência renal crônica são duas doenças muito comuns:

  • Hipertensão arterial (pressão alta): afeta os vasos sanguíneos dos rins e, se não for controlada, deteriora suas funções aos poucos.
  • Diabetes: quando os níveis de glicose permanecem altos por muito tempo, os rins são sobrecarregados e começam a liberar proteínas que não deveriam — sinal de que algo vai mal.

“Se a diabetes não está controlada, os rins acabam sofrendo. A longo prazo, isso pode levar ao estágio terminal da doença renal crônica, exigindo tratamentos como a diálise”, explica Reigada.

Hábitos que fazem diferença

Além da hipertensão e do diabetes, fatores como obesidade e tabagismo também aumentam o risco de insuficiência renal. A boa notícia é que essas causas são, em muitos casos, evitáveis. Manter hábitos saudáveis, fazer check-ups regulares e monitorar a pressão e os níveis de glicose são atitudes que ajudam a preservar os rins.

A nefrologista reforça: “Cuidar da alimentação, controlar o peso e parar de fumar são passos fundamentais para reduzir o risco de doença renal crônica. A prevenção ainda é a melhor forma de tratamento.”

Um alerta para agir cedo

A insuficiência renal não surge do nada — ela costuma dar sinais discretos antes de se tornar grave. Ignorá-los pode significar a diferença entre tratamento reversível e diálise para o resto da vida. Se você tem fatores de risco como pressão alta, diabetes ou hábitos pouco saudáveis, vale ficar atento e procurar acompanhamento médico regularmente. Cuidar dos rins hoje é garantir qualidade de vida amanhã.

[Fonte: Terra]

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