A vacinação é uma das estratégias de prevenção mais eficazes ao longo da vida — e se torna ainda mais importante na terceira idade. À medida que envelhecemos, o corpo passa por um processo chamado imunossenescência, que reduz sua capacidade de combater infecções. Por isso, manter a caderneta de vacinação em dia é essencial para evitar doenças graves, hospitalizações e até mortes entre os idosos.
Vacinas recomendadas para idosos
Especialistas recomendam um conjunto de vacinas específicas para pessoas acima de 60 anos, visando fortalecer o organismo contra agentes infecciosos:
- Influenza (gripe): dose anual. Reduz em até 70% o risco de internações por pneumonia.
- Vírus sincicial respiratório (VSR): dose única com proteção por até dois anos. Indicada a partir dos 70 anos ou entre 60 e 69 anos com doenças respiratórias ou cardíacas.
- Covid-19: reforço a cada seis meses, conforme orientações locais e cenário epidemiológico.
- Hepatite B: recomendada para quem nunca foi vacinado.
- dTpa (difteria, tétano e coqueluche): reforço a cada 10 anos.
- Pneumocócica: previne contra pneumonia, meningite e sepse. O esquema depende do histórico vacinal.
- Herpes-zóster: duas doses, mesmo para quem já teve a doença.
- Febre amarela: dose única apenas para quem vive em áreas de risco.
Por que muitos idosos estão com a vacinação incompleta?
A falta de informação e de orientação médica são os principais motivos para a baixa adesão vacinal nessa faixa etária. Segundo especialistas, é fundamental que médicos incluam a atualização da caderneta nas consultas de rotina. “A vacinação é um gesto de cuidado e proteção”, afirma o infectologista André Bon. Só a vacina da gripe, por exemplo, pode evitar até 70% das internações por pneumonia entre idosos.

Efeitos adversos e contraindicações
Efeitos colaterais leves são comuns: dor no local da aplicação, vermelhidão, febre baixa ou mal-estar, geralmente resolvidos em até dois dias. No entanto, algumas vacinas devem ser evitadas por pessoas imunossuprimidas, como as que contêm vírus vivos atenuados (caso da febre amarela e herpes-zóster).
Pessoas com alergia grave a ovo devem evitar a vacina da gripe tradicional. Já quem teve reações alérgicas a doses anteriores precisa de avaliação médica antes de reaplicar qualquer imunizante.
Prevenção que salva vidas
Para a médica geriatra Priscilla Mussi, manter o esquema vacinal atualizado é essencial para um envelhecimento saudável. “Infelizmente, muitos idosos não estão protegidos por falta de informação. As vacinas são aliadas importantes para garantir mais qualidade de vida e evitar complicações desnecessárias”, conclui.
Fonte: Metropoles