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Ciência

Calendário de vacinação do idoso: quais imunizantes são recomendados após os 60 anos

Com o envelhecimento, o sistema imunológico enfraquece, tornando os idosos mais vulneráveis a doenças graves. Manter o calendário de vacinação atualizado é uma das formas mais eficazes de prevenir complicações sérias. Descubra quais imunizantes são indispensáveis e quando eles devem ser aplicados para garantir mais saúde e qualidade de vida.
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Tempo de leitura: 2 minutos

A vacinação é uma das estratégias de prevenção mais eficazes ao longo da vida — e se torna ainda mais importante na terceira idade. À medida que envelhecemos, o corpo passa por um processo chamado imunossenescência, que reduz sua capacidade de combater infecções. Por isso, manter a caderneta de vacinação em dia é essencial para evitar doenças graves, hospitalizações e até mortes entre os idosos.

Vacinas recomendadas para idosos

Especialistas recomendam um conjunto de vacinas específicas para pessoas acima de 60 anos, visando fortalecer o organismo contra agentes infecciosos:

  • Influenza (gripe): dose anual. Reduz em até 70% o risco de internações por pneumonia.

  • Vírus sincicial respiratório (VSR): dose única com proteção por até dois anos. Indicada a partir dos 70 anos ou entre 60 e 69 anos com doenças respiratórias ou cardíacas.

  • Covid-19: reforço a cada seis meses, conforme orientações locais e cenário epidemiológico.

  • Hepatite B: recomendada para quem nunca foi vacinado.

  • dTpa (difteria, tétano e coqueluche): reforço a cada 10 anos.

  • Pneumocócica: previne contra pneumonia, meningite e sepse. O esquema depende do histórico vacinal.

  • Herpes-zóster: duas doses, mesmo para quem já teve a doença.

  • Febre amarela: dose única apenas para quem vive em áreas de risco.

Por que muitos idosos estão com a vacinação incompleta?

A falta de informação e de orientação médica são os principais motivos para a baixa adesão vacinal nessa faixa etária. Segundo especialistas, é fundamental que médicos incluam a atualização da caderneta nas consultas de rotina. “A vacinação é um gesto de cuidado e proteção”, afirma o infectologista André Bon. Só a vacina da gripe, por exemplo, pode evitar até 70% das internações por pneumonia entre idosos.

Vacinação De Idoso
© Matt Barnard – Pexels

Efeitos adversos e contraindicações

Efeitos colaterais leves são comuns: dor no local da aplicação, vermelhidão, febre baixa ou mal-estar, geralmente resolvidos em até dois dias. No entanto, algumas vacinas devem ser evitadas por pessoas imunossuprimidas, como as que contêm vírus vivos atenuados (caso da febre amarela e herpes-zóster).

Pessoas com alergia grave a ovo devem evitar a vacina da gripe tradicional. Já quem teve reações alérgicas a doses anteriores precisa de avaliação médica antes de reaplicar qualquer imunizante.

Prevenção que salva vidas

Para a médica geriatra Priscilla Mussi, manter o esquema vacinal atualizado é essencial para um envelhecimento saudável. “Infelizmente, muitos idosos não estão protegidos por falta de informação. As vacinas são aliadas importantes para garantir mais qualidade de vida e evitar complicações desnecessárias”, conclui.

Fonte: Metropoles 

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