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“Animais zumbis”? Ardilhas com verrugas e coelhos com mutações intrigam cientistas nos EUA

Ardilhas com verrugas estranhas e coelhos com malformações na cabeça chamaram a atenção de moradores e cientistas nos Estados Unidos. O fenômeno, apelidado nas redes de “animais zumbis”, desperta preocupação sobre doenças virais que afetam a fauna silvestre — mas especialistas tranquilizam: não há risco para humanos.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Ardilhas com aparência incomum

Animais Zombies
© X – @traderseinvermx

A situação mais recente foi registrada no estado do Maine, no nordeste dos EUA, onde moradores relataram a presença de ardilhas com verrugas na face, boca e até na região genital.

Imagens dos animais, que rapidamente viralizaram, deram origem ao termo “ardilhas zumbis” pela aparência incomum dos roedores.

Segundo a bióloga Shevenell Webb, do Departamento de Pesca e Vida Silvestre de Maine, trata-se de casos de varíola das ardilhas, uma doença causada pelo vírus Leporiporox, também conhecida como fibromatose.

O que é a fibromatose

De acordo com autoridades ambientais, a fibromatose é uma doença viral transmitida principalmente por picadas de insetos e costuma afetar ardilhas, coelhos e lebres.

Nos animais, a infecção se manifesta como pequenos tumores epidérmicos de até 25 milímetros, mas normalmente não compromete a saúde nem a sobrevivência. Casos graves são raros, mas, quando ocorrem, podem provocar fraqueza e letargia.

A boa notícia: segundo os especialistas, a doença não afeta humanos, cães ou gatos.

Coelhos “zumbis” e a propagação do vírus

Coelhlos Zombies
© X – @XatakaLATAM

O fenômeno lembra o ocorrido meses atrás no Colorado, onde autoridades chegaram a recomendar que coelhos domésticos não circulassem ao ar livre para evitar contato com coelhos silvestres infectados.

Para conter a disseminação da doença, os especialistas sugerem que os moradores retirem comedouros de pássaros. Isso porque a saliva deixada pelas ardilhas nesses locais pode contaminar outros animais que buscam alimento.

Recuperação e impactos ambientais

Apesar do aspecto alarmante, autoridades afirmam que a doença raramente causa mortes. Na maioria dos casos, os animais se recuperam naturalmente em quatro a oito semanas.

Ainda assim, o monitoramento é considerado essencial. O acompanhamento ajuda pesquisadores a entender quais vírus afetam apenas a fauna silvestre e quais poderiam representar riscos maiores para outras espécies.

Entre o medo e a curiosidade

O termo “animais zumbis” ganhou força nas redes sociais, mas os cientistas pedem cautela. Segundo Webb, embora as protuberâncias pareçam assustadoras, elas não alteram o comportamento dos animais nem representam risco à população.

A recomendação das autoridades ambientais é simples:

  • Relatar casos incomuns de animais doentes;

  • Evitar alimentar animais silvestres;

  • Manter jardins e áreas próximas limpas para reduzir focos de contágio.


O surgimento de ardilhas com verrugas e coelhos com mutações nos EUA gerou preocupação, mas especialistas explicam que a doença é viral, rara e não afeta humanos. Apesar da aparência incomum, os animais costumam se recuperar sozinhos, e as autoridades pedem apenas monitoramento e cuidados preventivos.

 

[ Fonte: Infobae ]

 

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