Ardilhas com aparência incomum

A situação mais recente foi registrada no estado do Maine, no nordeste dos EUA, onde moradores relataram a presença de ardilhas com verrugas na face, boca e até na região genital.
Imagens dos animais, que rapidamente viralizaram, deram origem ao termo “ardilhas zumbis” pela aparência incomum dos roedores.
Segundo a bióloga Shevenell Webb, do Departamento de Pesca e Vida Silvestre de Maine, trata-se de casos de varíola das ardilhas, uma doença causada pelo vírus Leporiporox, também conhecida como fibromatose.
O que é a fibromatose
De acordo com autoridades ambientais, a fibromatose é uma doença viral transmitida principalmente por picadas de insetos e costuma afetar ardilhas, coelhos e lebres.
Nos animais, a infecção se manifesta como pequenos tumores epidérmicos de até 25 milímetros, mas normalmente não compromete a saúde nem a sobrevivência. Casos graves são raros, mas, quando ocorrem, podem provocar fraqueza e letargia.
A boa notícia: segundo os especialistas, a doença não afeta humanos, cães ou gatos.
Coelhos “zumbis” e a propagação do vírus

O fenômeno lembra o ocorrido meses atrás no Colorado, onde autoridades chegaram a recomendar que coelhos domésticos não circulassem ao ar livre para evitar contato com coelhos silvestres infectados.
Para conter a disseminação da doença, os especialistas sugerem que os moradores retirem comedouros de pássaros. Isso porque a saliva deixada pelas ardilhas nesses locais pode contaminar outros animais que buscam alimento.
Recuperação e impactos ambientais
Apesar do aspecto alarmante, autoridades afirmam que a doença raramente causa mortes. Na maioria dos casos, os animais se recuperam naturalmente em quatro a oito semanas.
Ainda assim, o monitoramento é considerado essencial. O acompanhamento ajuda pesquisadores a entender quais vírus afetam apenas a fauna silvestre e quais poderiam representar riscos maiores para outras espécies.
Entre o medo e a curiosidade
O termo “animais zumbis” ganhou força nas redes sociais, mas os cientistas pedem cautela. Segundo Webb, embora as protuberâncias pareçam assustadoras, elas não alteram o comportamento dos animais nem representam risco à população.
A recomendação das autoridades ambientais é simples:
- Relatar casos incomuns de animais doentes;
- Evitar alimentar animais silvestres;
- Manter jardins e áreas próximas limpas para reduzir focos de contágio.
O surgimento de ardilhas com verrugas e coelhos com mutações nos EUA gerou preocupação, mas especialistas explicam que a doença é viral, rara e não afeta humanos. Apesar da aparência incomum, os animais costumam se recuperar sozinhos, e as autoridades pedem apenas monitoramento e cuidados preventivos.
[ Fonte: Infobae ]