Convocação nacional da milícia
Maduro anuncia mobilização de 4,5 milhões de milicianos ante 'ameaças' dos EUA. #ConexãoGloboNews
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— GloboNews (@GloboNews) August 19, 2025
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, determinou nesta sexta-feira (22) que integrantes da Milícia Bolivariana se apresentem em quartéis a partir deste sábado (23).
“Convoco um processo de alistamento nacional para a Milícia Bolivariana no próximo sábado, 23 de agosto, e domingo, 24 de agosto, nas sedes dos quartéis militares, praças públicas e nas 15.751 bases populares de defesa integral”, afirmou Maduro em comunicado no Telegram.
O líder venezuelano disse se orgulhar do papel desempenhado pelos milicianos, exaltando seu “patriotismo e qualidades humanas”.
Mobilização e “plano de paz”
No início da semana, Maduro havia anunciado o envio de 4,5 milhões de milicianos para cidades em todo o país como parte de um “plano de paz” do governo. Segundo ele, a iniciativa busca garantir soberania, integridade territorial e segurança nacional.
O presidente também declarou que pretende criar três zonas de desenvolvimento e segurança na fronteira com a Colômbia, sem dar detalhes sobre o funcionamento.
Reação à presença militar dos EUA

A convocação ocorre após o anúncio de que os Estados Unidos enviaram navios de guerra ao Caribe, alegando combate ao narcotráfico na região. Maduro classificou a movimentação como uma “ameaça à paz regional” e uma violação do direito internacional.
O que é a Milícia Bolivariana
Criada pelo ex-presidente Hugo Chávez, a Milícia Nacional Bolivariana é um braço das Forças Armadas venezuelanas. Em geral, seus integrantes são voluntários com treinamento básico que recebem armas e atuam em tarefas de segurança interna, defesa territorial e apoio a programas sociais do governo.
Críticos, no entanto, apontam que a milícia funciona como um instrumento paramilitar de repressão política. Relatórios da ONU já registraram casos de assédio e perseguição a defensores de direitos humanos atribuídos a milicianos.
EUA dobram recompensa por Maduro
O anúncio ocorre em meio a uma escalada diplomática. Em 7 de agosto, os EUA dobraram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro — o valor anterior era de US$ 25 milhões.
O governo norte-americano acusa o presidente de chefiar o Cartel de los Soles, organização ligada ao tráfico de cocaína, e de colaborar com grupos criminosos como o Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa. Maduro nega as acusações.
[ Fonte: CNN Brasil ]