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Maduro convoca milicianos para quartéis em meio a tensão com EUA

A ordem acontece após os Estados Unidos enviarem navios de guerra para a costa da Venezuela, aumentando a pressão diplomática sobre o governo chavista.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Convocação nacional da milícia

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, determinou nesta sexta-feira (22) que integrantes da Milícia Bolivariana se apresentem em quartéis a partir deste sábado (23).

“Convoco um processo de alistamento nacional para a Milícia Bolivariana no próximo sábado, 23 de agosto, e domingo, 24 de agosto, nas sedes dos quartéis militares, praças públicas e nas 15.751 bases populares de defesa integral”, afirmou Maduro em comunicado no Telegram.

O líder venezuelano disse se orgulhar do papel desempenhado pelos milicianos, exaltando seu “patriotismo e qualidades humanas”.

Mobilização e “plano de paz”

No início da semana, Maduro havia anunciado o envio de 4,5 milhões de milicianos para cidades em todo o país como parte de um “plano de paz” do governo. Segundo ele, a iniciativa busca garantir soberania, integridade territorial e segurança nacional.

O presidente também declarou que pretende criar três zonas de desenvolvimento e segurança na fronteira com a Colômbia, sem dar detalhes sobre o funcionamento.

Reação à presença militar dos EUA

Maduro Trump Buques
© X – @reiinaneherenia

A convocação ocorre após o anúncio de que os Estados Unidos enviaram navios de guerra ao Caribe, alegando combate ao narcotráfico na região. Maduro classificou a movimentação como uma “ameaça à paz regional” e uma violação do direito internacional.

O que é a Milícia Bolivariana

Criada pelo ex-presidente Hugo Chávez, a Milícia Nacional Bolivariana é um braço das Forças Armadas venezuelanas. Em geral, seus integrantes são voluntários com treinamento básico que recebem armas e atuam em tarefas de segurança interna, defesa territorial e apoio a programas sociais do governo.

Críticos, no entanto, apontam que a milícia funciona como um instrumento paramilitar de repressão política. Relatórios da ONU já registraram casos de assédio e perseguição a defensores de direitos humanos atribuídos a milicianos.

EUA dobram recompensa por Maduro

O anúncio ocorre em meio a uma escalada diplomática. Em 7 de agosto, os EUA dobraram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão de Maduro — o valor anterior era de US$ 25 milhões.

O governo norte-americano acusa o presidente de chefiar o Cartel de los Soles, organização ligada ao tráfico de cocaína, e de colaborar com grupos criminosos como o Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa. Maduro nega as acusações.

 

[ Fonte: CNN Brasil ]

 

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