Pular para o conteúdo
io9

Após anos fora dos holofotes, Divergente retorna com uma nova versão da história — e promete reimaginar tudo o que os fãs conheciam

Mais de uma década após o sucesso da saga distópica, Veronica Roth anuncia dois novos livros que revisitão a história original por outro caminho. A proposta não é uma simples continuação, mas uma releitura completa, explorando decisões diferentes da protagonista e abrindo espaço para novas possibilidades narrativas.
Por

Tempo de leitura: 2 minutos

Durante os anos 2010, o mercado de literatura jovem-adulta foi dominado por histórias distópicas que buscavam repetir o sucesso de fenômenos como Twilight e Harry Potter. Entre esses títulos, Divergent, de Veronica Roth, se destacou ao criar um universo dividido em facções que representavam traços de personalidade.

Encerrada oficialmente em 2018, a saga parecia ter ficado no passado. Mas agora, de forma inesperada, ela está prestes a ganhar uma nova vida.

Uma nova história dentro da mesma história

O retorno não será uma continuação direta. Em vez disso, Roth decidiu explorar uma espécie de universo alternativo — um recurso conhecido entre fãs como “AU” (alternate universe).

O primeiro livro dessa nova fase se chamará The Sixth Faction e propõe uma mudança fundamental na trajetória da protagonista, Beatrice Prior, também conhecida como Tris.

Na história original, Tris escolhe a facção Dauntless durante a Cerimônia de Escolha. Agora, tudo muda: algo dá errado nesse momento crucial, e ela acaba se envolvendo com uma rebelião subterrânea.

Essa decisão altera completamente o caminho da personagem — inclusive sua relação com Four, seu principal interesse romântico, que reaparece em um contexto diferente.

O que muda — e o que permanece

Apesar da premissa alternativa, Roth deixa claro que a nova narrativa não abandona completamente os elementos que consagraram a série.

A autora sugere que, mesmo com escolhas diferentes, certos encontros e eventos ainda acontecem — mas de formas inesperadas. A proposta é justamente explorar como essas conexões surgem em circunstâncias distintas.

Para os fãs, isso significa revisitar personagens e conflitos conhecidos, mas sob uma nova perspectiva.

Por que trazer Divergente de volta agora?

O timing do retorno não parece aleatório. O primeiro livro da série completa 15 anos em abril, o que naturalmente reacende o interesse do público.

Além disso, o mercado já demonstrou que franquias distópicas podem voltar a ganhar força. Um exemplo recente é The Hunger Games, que expandiu seu universo com novos livros e adaptações para o cinema.

O potencial para além dos livros

O possível sucesso dessa nova fase pode ter impactos além da literatura. O estúdio Lionsgate, responsável pelas adaptações cinematográficas de Divergente, pode enxergar na retomada uma oportunidade de reviver a franquia nas telas.

Caso os novos livros tenham boa recepção, não seria surpreendente ver o universo expandido novamente para o cinema ou streaming.

Um teste de nostalgia — e reinvenção

Mais do que um retorno, essa nova fase de Divergente funciona como um experimento. Ela aposta tanto na nostalgia quanto na reinvenção para atrair leitores antigos e novos.

Resta saber se essa combinação será suficiente para reacender o fenômeno que marcou uma geração.

O primeiro capítulo dessa nova história chega em 6 de outubro. Até lá, fica a expectativa: será que revisitar o passado pode ser a chave para criar algo realmente novo?

 

Partilhe este artigo

Artigos relacionados