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Argentina dá o primeiro passo para entrar nos EUA sem visto: entenda o que está em jogo

Viajar aos Estados Unidos sem visto é um privilégio de poucos países. Agora, um importante parceiro da América Latina deu início ao processo para conquistar esse benefício — mas o caminho exigirá mudanças profundas e muita diplomacia.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Ter a liberdade de entrar nos Estados Unidos sem entrevista consular ou burocracia é o sonho de muitos viajantes. Esse acesso, porém, está limitado a uma seleta lista de países. Recentemente, a Argentina iniciou oficialmente um processo para voltar a integrar esse grupo, mas o desafio técnico e político é considerável.

O que é o Visa Waiver Program?

O Visa Waiver Program (VWP) permite que cidadãos de países aprovados entrem nos EUA por até 90 dias a turismo ou negócios sem visto, mediante apenas uma autorização eletrônica (ESTA). Atualmente, o programa contempla 42 nações — em sua maioria, europeias ou asiáticas. Na América Latina, apenas o Chile faz parte.

Para aderir, um país precisa atender critérios rigorosos: controle de fronteiras eficiente, emissão de passaportes biométricos, cooperação com agências de segurança norte-americanas e, especialmente, uma taxa de rejeição de vistos inferior a 3%.

A tentativa da Argentina de retornar ao programa

A Argentina fez parte do VWP entre 1996 e 2002, mas saiu em meio à crise econômica que elevou o número de imigrantes irregulares. Agora, o presidente Javier Milei se reuniu com Kristi Noem, secretária de Segurança Nacional dos EUA, para reativar as negociações.

Em 2024, a taxa de rejeição de vistos argentinos estava em 8,9%, bem acima do limite permitido. Reduzir esse número é um dos principais obstáculos, já que ele reflete o índice de solicitações negadas em relação ao total de pedidos.

Além disso, o país precisa implementar avanços técnicos em segurança documental, controle antiterrorismo e intercâmbio de informações judiciais com os EUA. Estima-se que, mesmo com prioridade política, o processo leve vários meses.

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© Freepik

Um gesto diplomático com peso estratégico

A visita de Kristi Noem faz parte de uma aproximação mais ampla entre Buenos Aires e Washington. Os dois governos vêm fortalecendo laços com base em afinidades políticas e econômicas, como o alinhamento com o livre mercado e a colaboração militar.

A entrada no VWP seria um símbolo importante dessa aliança, além de facilitar a vida de milhares de argentinos que enfrentam longas esperas para obter visto de turismo.

Caminho longo, mas com potencial de mudança

A reentrada da Argentina no VWP não é certa, mas marca uma mudança de postura e um esforço concreto para se reposicionar geopoliticamente. Se o país conseguir cumprir os critérios técnicos e manter a sintonia política com os EUA, poderá conquistar novamente um dos acessos mais cobiçados do mundo — o direito de viajar sem visto.

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