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Bangkok em Alerta Máximo após Abalo Surpreendente na Região

Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu Myanmar e gerou caos também na Tailândia, onde Bangkok foi declarada zona de desastre. O colapso de um prédio deixou dezenas de desaparecidos. O evento já era previsto por especialistas e levou à mobilização de resgates, evacuações e pedidos de ajuda internacional.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Um evento devastador abalou o Sudeste Asiático, deixando um rastro de destruição, mortes e incertezas. O impacto foi tão intenso que atingiu até mesmo áreas urbanas distantes do epicentro. Entenda o que aconteceu e por que a capital tailandesa entrou em estado de emergência.

Um forte terremoto de magnitude 7,7 atingiu o centro de Myanmar na tarde desta sexta-feira, causando destruição em diversas localidades e gerando pânico também em países vizinhos. Tailandia e China sentiram os efeitos do abalo, que provocou colapsos de estruturas, evacuações em massa e o fechamento de escolas. Em Bangkok, um prédio desabou, e dezenas de trabalhadores estão desaparecidos.

Epicentro em Myanmar e efeitos imediatos

O terremoto teve seu epicentro localizado a cerca de 16 km da cidade de Sagaing, em Myanmar, a apenas 10 km de profundidade — o que aumentou consideravelmente seu impacto. Pouco após o tremor inicial, uma réplica de magnitude 6,4 foi registrada na mesma região, elevando ainda mais os riscos e o estado de alerta.

Em Naypyidaw, capital administrativa de Myanmar, foram registradas rachaduras em edifícios, desabamentos de tetos e danos sérios em rodovias. Funcionários do Museu Nacional abandonaram o prédio em meio a gritos, choro e ligações desesperadas para familiares.

Bangkok: zona de desastre de nível 2

Na Tailândia, o terremoto foi sentido com força em várias partes do país, incluindo Bangkok, onde um arranha-céu de 30 andares em construção desmoronou no distrito de Chatuchak. O edifício, que abrigaria escritórios do governo, deixou pelo menos 43 trabalhadores presos sob os escombros.

A Administração Metropolitana declarou a capital como “zona de desastre de nível 2”. Autoridades locais mobilizaram equipes de resgate, ambulâncias, cães farejadores e equipamentos pesados para tentar encontrar sobreviventes.

Medidas emergenciais e vítimas confirmadas

O vice-primeiro-ministro da Tailândia, Phumtham Wechayachai, confirmou ao menos três mortos na capital e dezenas de feridos. O Ministério da Educação ordenou o fechamento imediato de todas as escolas no país, e os cidadãos que vivem em edifícios altos foram instruídos a evacuarem imediatamente.

O Instituto Nacional de Medicina de Emergência relatou que 50 pessoas ficaram feridas, 40 delas foram hospitalizadas, e cerca de 20 trabalhadores ficaram presos em um elevador no prédio que desmoronou.

Impacto regional e resposta internacional

Além da Tailândia, o terremoto também foi sentido em regiões do sul da China. A junta militar de Myanmar declarou estado de emergência em seis regiões do país e solicitou ajuda humanitária internacional. A Índia se prontificou a oferecer assistência, com o primeiro-ministro Narendra Modi garantindo apoio total.

Enquanto isso, o aeroporto internacional de Bangkok informou que está operando normalmente, apesar de alguns atrasos registrados devido ao pânico inicial.

“Era esperado”, dizem especialistas

Segundo o pesquisador Shengji Wei, do Observatório da Terra de Singapura, o terremoto não foi inesperado. Ele explicou que o sismo ocorreu ao longo da falha de Sagaing, uma área historicamente ativa, mas que estava em silêncio há cerca de 200 anos. A possibilidade de um grande terremoto na região já havia sido comunicada ao governo de Myanmar.

O cotidiano transformado pelo medo

José, um espanhol que vive em Bangkok há 13 anos, contou que estava em um restaurante quando sentiu o tremor. “Foi como um balanço forte, deu tontura. As pessoas saíram correndo para as ruas. A cidade está em alerta total”, disse.

Shoppings e lojas foram fechados, e a rotina da capital tailandesa foi interrompida pelo medo de novos abalos e pelo impacto emocional causado pelo desastre.

 

Fonte: Infobae

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