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Botox falsificado circula no mercado e gera alerta da Anvisa

A Anvisa emitiu uma nova proibição que afeta diretamente o setor de estética. Dois lotes de um medicamento amplamente utilizado foram classificados como falsificados após investigação da farmacêutica responsável. Entenda os riscos, quais são os lotes afetados e o que fazer caso tenha usado ou adquirido o produto.
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Tempo de leitura: 2 minutos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) voltou a acionar o alerta no mercado de saúde e estética ao determinar a retirada de circulação de dois lotes de toxina botulínica falsificada. A decisão preocupa tanto profissionais da área quanto consumidores, diante do risco à saúde pública. A seguir, explicamos por que os produtos foram proibidos, como identificar os lotes e o que deve ser feito em casos suspeitos.

Novos lotes de botox falsificado são proibidos pela Anvisa

A Anvisa determinou a apreensão imediata dos lotes H06055 e T02355 da toxina botulínica Dysport® 500U, que estavam sendo distribuídos no Brasil. A resolução foi publicada no dia 31 de julho de 2025, após a farmacêutica Beaufour Ipsen Farmacêutica, detentora do registro do medicamento, comunicar que não reconhece esses lotes como autênticos.

Diante da incerteza sobre a origem e a composição dos produtos, a Anvisa classificou os frascos como falsificados, o que motivou a suspensão imediata de sua comercialização, distribuição e uso em todo o país.

Medicamentos falsificados oferecem sérios riscos à saúde

De acordo com a agência, medicamentos de origem desconhecida podem representar riscos gravíssimos à saúde pública. No caso da toxina botulínica, que é usada amplamente em procedimentos estéticos e terapêuticos, a aplicação de um produto falsificado pode gerar efeitos adversos sérios ou mesmo imprevisíveis.

A Anvisa reforça que falsificar ou comercializar medicamentos não autorizados é um crime grave, passível de punições legais, além de colocar vidas em risco.

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© Cottonbro Studio – Pexels

O que fazer em caso de suspeita

A Anvisa orienta que profissionais de saúde, clínicas e pacientes verifiquem cuidadosamente os dados dos lotes de produtos adquiridos. Se houver qualquer suspeita quanto à autenticidade, a recomendação é interromper imediatamente o uso e denunciar o caso por meio dos canais oficiais da Anvisa, das vigilâncias sanitárias locais ou das autoridades policiais.

Também é possível enviar denúncias de forma online, com o apoio de fotos ou registros que ajudem na identificação do produto suspeito.

Alerta recorrente: outros lotes também já foram suspensos

Esta não é a primeira vez que a toxina botulínica da marca Dysport® está no centro de uma investigação. Em ocasiões anteriores, outros lotes também foram suspensos após a fabricante declarar que não havia relação com aqueles produtos.

A Anvisa reitera a importância de sempre adquirir medicamentos e insumos estéticos de fontes seguras e devidamente autorizadas, com procedência verificada. Produtos falsificados continuam a representar uma ameaça silenciosa, mas evitável.

Fonte: Metrópoles

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