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Ciência

Profissional viraliza ao realizar procedimento estético no próprio pênis

Com aplicação de ácido hialurônico, botox e uma substância derivada do esperma de salmão, vídeo de biomédico ganha milhões de visualizações e chama atenção de entidades reguladoras.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Um vídeo inusitado postado nas redes sociais provocou grande repercussão nos últimos dias. O biomédico e farmacêutico Pedro Sousa, que vive em Vitória (ES), compartilhou o momento em que realizou um procedimento estético íntimo em si mesmo. A gravação, publicada originalmente em seu perfil no Instagram, logo se espalhou pela internet, acumulando mais de 27 milhões de visualizações na plataforma X (antigo Twitter).

Procedimento estético e viralização

Pedro Sousa, de 39 anos, é natural do Ceará e atua há mais de 15 anos no Espírito Santo, onde concluiu mestrado e doutorado em Ciência pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Proprietário de uma clínica de estética em Vitória, ele já realiza procedimentos semelhantes há cerca de cinco anos e afirma atender entre 50 e 60 pacientes por dia.

O vídeo que viralizou mostra Pedro explicando o processo de harmonização peniana, que envolve a aplicação de ácido hialurônico, toxina botulínica (botox) e PDRN — uma substância derivada do esperma de salmão utilizada como bioestimulador de colágeno. Durante a gravação, ele comenta sobre a técnica, os resultados e até mesmo sobre sua habilidade em aplicar os produtos usando ambas as mãos, graças à ambidestria desenvolvida durante seu doutorado.

Regulamentação e posicionamento dos conselhos

Diante da repercussão, o Conselho Regional de Farmácia do Espírito Santo (CRF-ES) e o Conselho Regional de Biomedicina da 1ª Região (CRBM1) confirmaram que Pedro está habilitado para exercer legalmente suas funções. O procedimento também é regulamentado, desde que realizado por profissionais capacitados em biomedicina estética e de acordo com as normas da área.

Embora o uso do PDRN seja autorizado, o CRBM1 alerta que a substância precisa passar por testes para evitar reações adversas. A presidente da Comissão de Biomedicina Estética do conselho, doutora Raquel Chaves, explicou que, embora inusitada, a prática de realizar procedimentos estéticos em si mesmo não é proibida, desde que respeite o código de ética profissional. “É uma conduta que precisa ser avaliada conforme o contexto e a abordagem utilizada, mas não há vedação expressa”, afirmou.

Crescimento da demanda e atendimento ao público masculino

Pedro revelou que, nos últimos dois anos, notou um aumento expressivo na procura por procedimentos estéticos entre o público masculino. Segundo ele, homens têm buscado alternativas para melhorar aspectos relacionados à autoestima, aparência e desempenho sexual. “Já atendi cantores, atores, jogadores de futebol e até pacientes de outros países. A demanda é tanta que expandi os atendimentos para São Paulo e Rio de Janeiro”, contou.

De acordo com o profissional, os procedimentos mais procurados são o preenchimento com ácido hialurônico e a aplicação de botox, realizados com base na análise da fisionomia de cada paciente. No caso específico da harmonização peniana, Pedro afirma que o objetivo é promover um ganho de circunferência de um a três centímetros, sem comprometer a função fisiológica. “Buscamos um equilíbrio. Aumentos exagerados podem causar compressão vascular, o que não é recomendado”, explicou.

Cuidados e formulação personalizada

O procedimento exibido no vídeo foi realizado com uma fórmula desenvolvida em parceria com uma farmácia de manipulação. O PDRN, além de estimular a produção de colágeno, é conhecido por auxiliar na regeneração celular. Combinado ao ácido hialurônico e ao botox, o tratamento busca resultados mais naturais e duradouros.

Apesar da viralização e dos questionamentos nas redes, o biomédico enfatizou que segue todas as normas técnicas e sanitárias exigidas para a prática da biomedicina estética. A repercussão do vídeo, segundo ele, apenas evidenciou uma tendência crescente de homens interessados em cuidados estéticos personalizados e seguros.

A situação também reabriu o debate sobre os limites da exposição profissional nas redes sociais, sobretudo em casos que envolvem a saúde e a intimidade. Ainda assim, do ponto de vista legal e ético, o procedimento foi realizado dentro dos parâmetros autorizados, reforçando a importância de regulamentações claras e da capacitação dos profissionais da área.

[Fonte: A Gazeta]

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