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Brasil terá seu primeiro túnel submerso: investimento bilionário promete revolucionar a ligação entre Santos e Guarujá

Um projeto digno de ficção científica está prestes a sair do papel no litoral paulista. O primeiro túnel submerso do Brasil vai finalmente conectar Santos e Guarujá, e a construção ficará nas mãos da empresa portuguesa Mota-Engil, que acaba de confirmar um investimento de R$ 6,8 bilhões.
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Tempo de leitura: 2 minutos

O túnel que vai mudar a Baixada Santista

A publicação no Diário Oficial do Estado confirmou o fim dos recursos e oficializou a Mota-Engil como responsável por implantar, operar e manter o Túnel Imerso Santos–Guarujá pelos próximos 30 anos, em regime de parceria público-privada (PPP). A empresa venceu o leilão realizado na B3, em São Paulo, e agora parte para a assinatura do contrato e início das obras.

O projeto é um marco da engenharia nacional. O túnel terá 1,5 km de extensão, sendo 870 metros totalmente submersos sob o estuário que separa as duas cidades — algo inédito no Brasil. Hoje, o trajeto é feito por balsas que levam em média 18 minutos e vivem cheias de filas. Com o túnel, a travessia deve cair para apenas dois minutos.

O desafio de construir sob o mar

A proposta prevê uma travessia imersa semelhante às que já existem na Dinamarca e na China, onde estruturas pré-moldadas são afundadas e conectadas no fundo do canal. Além da ousadia técnica, a obra será acompanhada por um rigoroso sistema de monitoramento ambiental.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) instalou uma sala exclusiva para acompanhar o projeto e criou o Comitê Regional Permanente de Monitoramento de Impactos Ambientais. O grupo vai fiscalizar eventuais interferências nas operações portuárias e garantir que a rotina urbana das cidades seja preservada durante as obras.

R$ 6,8 bilhões em jogo e impacto direto na economia local

O investimento total é estimado em R$ 6,8 bilhões, com participação do governo federal e do governo do Estado de São Paulo. A APS atua como interveniente, responsável por aprovar medidas e assegurar que as atividades portuárias continuem funcionando durante a construção.

A expectativa é que o túnel gere milhares de empregos diretos e indiretos, impulsione o turismo regional e aumente a eficiência logística de uma das regiões mais estratégicas do país.

Um sonho de 100 anos prestes a virar realidade

O presidente da APS, Anderson Pomini, celebrou o avanço do projeto:

“É um compromisso que assumimos e que toma forma, tornando cada vez mais próximo esse sonho de 100 anos da Baixada Santista.”

A ligação seca entre Santos e Guarujá é um desejo antigo de moradores e autoridades — discutido há décadas, mas travado por custos e desafios técnicos. Agora, o cenário mudou: a modelagem de PPP garantirá a concessão por três décadas, ao fim das quais o ativo retorna ao poder público.

O que vem a seguir

Com o leilão concluído e a Mota-Engil confirmada, o próximo passo é a assinatura do contrato e o início da mobilização dos canteiros de obra. Enquanto isso, o comitê técnico trabalha para alinhar cronogramas de escavação com o fluxo de navios no canal portuário, evitando prejuízos à operação.

Se tudo correr conforme o cronograma, o túnel submerso poderá começar a ser escavado em breve — marcando o início de uma nova era para a infraestrutura brasileira e um divisor de águas para quem vive e trabalha na Baixada Santista.

[Fonte: Click petroleo e gas]

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