A cidadania italiana tem se tornado um sonho possível para muitos brasileiros com raízes europeias. Agora, quem possui determinados sobrenomes ligados à história italiana pode ter vantagem no processo. Com isso, aumenta a chance de garantir o passaporte europeu e os benefícios de morar, trabalhar e circular livremente pelos países da União Europeia.
Como funciona o reconhecimento de cidadania por descendência

Na Itália, a cidadania pode ser obtida por meio do princípio do jus sanguinis, que reconhece a nacionalidade com base na ancestralidade. Isso significa que filhos, netos ou bisnetos de italianos têm direito à documentação, desde que comprovem o vínculo familiar direto com um antepassado nascido na Itália.
Recentemente, o governo italiano intensificou os esforços para facilitar esse processo, especialmente para descendentes que vivem na América Latina. Quem possui sobrenomes tradicionalmente italianos pode ter o processo analisado com mais agilidade, embora o nome por si só não garanta a aprovação.
Entre os sobrenomes que podem favorecer a solicitação estão Abate, Bianchini, Espósito, Fiore, Giovannetti, Ricci, Sorace, Zanella, entre muitos outros — de diferentes regiões da Itália.
Requisitos e etapas para iniciar o processo
Ter um dos sobrenomes citados é apenas o primeiro passo. Para dar entrada na solicitação, é necessário seguir alguns critérios. Pelo lado paterno, não há limite de gerações. Já pela linha materna, o requerente precisa ter nascido após 1º de janeiro de 1948.
As etapas incluem:
• Acesso ao site do consulado italiano responsável;
• Preenchimento do formulário;
• Confirmação por e-mail;
• Agendamento da apresentação dos documentos;
• Entrega de registros que comprovem o vínculo com o antepassado italiano.
Conquistar a cidadania europeia é um processo possível para quem atende aos requisitos e está disposto a reunir a documentação necessária. A recompensa, no entanto, é grande: passaporte europeu, novas oportunidades e liberdade de circulação em dezenas de países.
[Fonte: O Globo]