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Ciência

Cardiologista explica por que o tomate cozido pode ser ainda melhor para o coração

O tomate é rico em licopeno, antioxidante associado à saúde cardiovascular. Segundo o cardiologista Aurelio Rojas, cozinhar o alimento e combiná-lo com uma gordura saudável, como o azeite de oliva, pode aumentar a quantidade desse composto que o organismo consegue absorver.
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Tempo de leitura: 3 minutos

O tomate está presente diariamente na alimentação de milhões de pessoas e ocupa um lugar importante na dieta mediterrânea. Além de versátil, ele contém vitaminas, minerais e antioxidantes. Entre eles, um chama especialmente a atenção quando o assunto é saúde cardiovascular: o licopeno.

Segundo o cardiologista Aurelio Rojas, existe uma maneira simples de aproveitar melhor esse composto. Em vez de consumir o tomate exclusivamente cru, cozinhá-lo e adicionar uma fonte de gordura saudável pode aumentar a disponibilidade do licopeno para o organismo.

Nem todos os nutrientes se comportam da mesma forma com o calor

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© Pexels

Existe uma ideia bastante difundida de que consumir alimentos crus é sempre a melhor maneira de preservar seus nutrientes. A realidade, porém, é mais complexa.

Cada substância reage de maneira diferente às temperaturas elevadas.

A vitamina C, por exemplo, é sensível ao calor. Por isso, preparações muito longas ou realizadas em temperaturas elevadas podem reduzir sua quantidade nos alimentos.

Com o licopeno, acontece algo diferente.

O calor ajuda a romper estruturas celulares do tomate, facilitando a liberação desse antioxidante. Como resultado, o organismo pode ter mais facilidade para utilizá-lo depois da digestão.

Isso significa que cozinhar o tomate não necessariamente diminui todos os seus benefícios nutricionais. Para determinados compostos, o processo pode até melhorar sua biodisponibilidade.

Por que combinar tomate com azeite de oliva?

Azeite Extra Virgem (2)
© Andreas Steidlinger – Scopio

Existe outro detalhe importante sobre o licopeno: ele é lipossolúvel.

Na prática, isso significa que sua absorção pelo organismo melhora quando ele é consumido junto com uma fonte de gordura.

É justamente por isso que Rojas destaca a combinação de tomate cozido com azeite de oliva. Além de ajudar na absorção do licopeno, o azeite acrescenta gorduras insaturadas à refeição.

O azeite de oliva extravirgem aparece, portanto, como uma opção particularmente interessante.

Uma preparação simples, como um molho de tomate caseiro feito com azeite, pode ser suficiente para combinar esses dois elementos sem transformar a refeição em algo complicado.

Licopeno pode contribuir para a saúde cardiovascular

O interesse científico pelo licopeno vai além de sua capacidade antioxidante.

De acordo com o cardiologista, um consumo maior de tomate ou concentrações mais elevadas de licopeno no organismo têm sido associados a um risco menor de determinados problemas cardiovasculares.

Entre os mecanismos estudados está sua possível participação na redução da oxidação do colesterol LDL.

O LDL é frequentemente chamado de “colesterol ruim” porque níveis elevados podem favorecer o desenvolvimento de placas nas artérias. Sua oxidação também desempenha um papel importante no processo de aterosclerose.

Além disso, o licopeno tem sido investigado por sua possível relação com uma melhor função dos vasos sanguíneos.

Isso não transforma o tomate em um medicamento nem significa que seu consumo isoladamente seja capaz de prevenir doenças cardiovasculares. Seus benefícios devem ser considerados dentro de uma alimentação equilibrada e de outros hábitos associados à saúde do coração.

Então tomate cru não faz bem?

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© Josephine Baran- Unsplash

A recomendação não significa abandonar o tomate cru.

Na verdade, as duas formas podem fazer parte da alimentação e apresentam vantagens diferentes.

O tomate fresco mantém nutrientes mais sensíveis ao calor, enquanto o cozimento pode aumentar a disponibilidade do licopeno.

Por isso, variar as preparações pode ser uma estratégia interessante. Saladas com tomate fresco podem alternar com molhos caseiros, tomates assados ou preparações levemente cozidas com azeite.

Mais importante do que escolher exclusivamente entre cru ou cozido é entender que o modo de preparo pode alterar a forma como o organismo aproveita determinados nutrientes.

No caso do licopeno, uma das combinações mais tradicionais da dieta mediterrânea também parece ser uma das mais interessantes: tomate, calor e um pouco de azeite de oliva.

 

[ Fonte: Clarín ]

 

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