Prepare o telescópio — ou apenas olhe para o céu. A Lua do Castor, nome dado à lua cheia de novembro, atingirá seu ponto máximo de brilho e proximidade com a Terra nesta quarta-feira, 5 de novembro, às 10h19 (horário de Brasília). Neste momento, o satélite estará a apenas 356.980 quilômetros do planeta, o que a torna a superlua mais próxima desde 2019.
O que é a Lua do Castor

O nome vem de antigas tradições de povos nativos do nordeste dos Estados Unidos e do Canadá, que associavam essa lua ao período em que castores constroem diques para se proteger do frio. Em língua anishinaabeg, ela é chamada Baashkaakodin Giizis, ou “Lua Congelada”.
Outras culturas também têm denominações próprias para a lua cheia de novembro: Lua de Neve, Lua Comercial, Lua de Luto e Lua das Profundezas Escuras, todas relacionadas à chegada do inverno e à diminuição das horas de luz solar.
Neste ano, o evento ganha destaque adicional por coincidir com o perigeu lunar, o ponto em que a Lua está mais próxima da Terra em sua órbita. Por isso, parecerá cerca de 14% maior e 30% mais brilhante do que uma lua cheia comum.
Como e quando observar
Embora a plenitude da superlua ocorra pela manhã, o melhor momento para apreciá-la será no entardecer de terça (4) e na noite de quarta (5), quando ela surgirá no horizonte leste, ainda próxima ao nascer do Sol no lado oposto.
Nesse instante, o efeito óptico do horizonte faz com que a Lua pareça ainda maior, com tons amarelados e alaranjados — um espetáculo facilmente visível a olho nu.
O fenômeno poderá ser visto de qualquer lugar do Brasil, desde que o céu esteja limpo. Para uma observação ideal, escolha locais sem poluição luminosa e com horizonte desobstruído, como praias, campos ou parques abertos.
Quem usar binóculos ou telescópios simples poderá identificar a Lua próxima à constelação de Touro, bem perto do aglomerado estelar das Plêiades, um conjunto de estrelas jovens e brilhantes visível a olho nu.
A temporada das superluas
A Lua do Castor é a segunda de três superluas consecutivas em 2025 — entre a Lua da Colheita (em outubro) e a Lua Fria (em dezembro). Juntas, essas três fases marcam o período mais intenso de aproximação lunar do ano e oferecem oportunidades únicas para observação astronômica e fotografia noturna.
Depois da Lua do Castor, o próximo fenômeno com brilho semelhante só deve acontecer em 2029, segundo o portal astronômico Timeanddate.
[ Fonte: Ámbito ]