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Mundo

Cinco pandemias que mudaram o rumo da humanidade

A pandemia de COVID-19 não foi a primeira a impactar o mundo, nem será lembrada como a mais devastadora. Ao longo da história, doenças se espalharam com rapidez, ceifando milhões de vidas e alterando o destino de civilizações inteiras. Conheça cinco das maiores pandemias que marcaram nosso passado.
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Tempo de leitura: 2 minutos

A crise sanitária global de 2020 evidenciou nossa vulnerabilidade diante de vírus e epidemias. No entanto, não foi um fenômeno inédito: outras pandemias já haviam transformado sociedades e provocado perdas incalculáveis. Estima-se que em muitos casos os números oficiais subestimaram a tragédia, devido à falta de recursos, à lentidão das comunicações e ao desconhecimento científico da época.

A Peste Negra (1347-1351)

Considerada a epidemia mais devastadora da história, a peste negra matou entre 75 e 200 milhões de pessoas, algo entre 30% e 60% da população europeia. Com origem provável na Ásia, espalhou-se pelas rotas comerciais, atingindo Europa, África e Oriente Médio. Durante séculos, acreditou-se que os ratos transmitiam a doença, mas pesquisas recentes sugerem que pulgas e piolhos humanos foram os principais vetores. Além do impacto social e econômico, a peste desencadeou perseguições, especialmente contra judeus acusados de envenenar a água.

A Varíola (século XVI – 1980)

Com taxa de mortalidade de até 30%, a varíola foi especialmente cruel com crianças e bebês. Embora já existissem registros antigos, sua propagação aumentou drasticamente com a chegada dos colonizadores ao continente americano. Apenas no século XX, estima-se que matou até 300 milhões de pessoas. A vacina, desenvolvida por Edward Jenner em 1796, foi o marco da erradicação declarada pela OMS em 1980.

A Gripe Espanhola (1918-1919)

Apesar do nome, a doença não começou na Espanha: os primeiros registros surgiram nos Estados Unidos. Matou entre 40 e 50 milhões de pessoas em todo o mundo. A denominação surgiu porque a Espanha, fora da censura da Primeira Guerra Mundial, foi o primeiro país a noticiar a epidemia. Causada pelo vírus influenza A (H1N1), atingiu sobretudo adultos jovens de 20 a 40 anos, faixa etária sem imunidade natural.

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© Illustrissima – Shutterstock

A Peste de Justiniano (541-542)

Responsável por até 50 milhões de mortes, a peste de Justiniano foi transmitida por ratos que viajavam nos navios mercantes do Império Bizantino. Persistiu ao redor do Mediterrâneo por mais de dois séculos. Assim como a Peste Negra, foi causada pela bactéria Yersinia pestis, embora de uma cepa diferente. O nome remete ao imperador Justiniano I, que governava na época.

O HIV/AIDS (1981 – atualidade)

Desde sua identificação, o vírus da imunodeficiência humana já provocou cerca de 32 milhões de mortes. Hoje, entre 31 e 35 milhões de pessoas vivem com HIV, especialmente na África. Embora o tratamento antirretroviral tenha avançado, apenas parte dos infectados tem acesso a ele. A OMS ainda classifica o HIV como um dos maiores desafios globais de saúde pública.

 

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