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Tecnologia

Citigroup Deposita R$ 471 Trilhões por Engano na Conta de Cliente

Um erro bancário sem precedentes foi revelado recentemente: o Citigroup acidentalmente depositou R$ 471 trilhões em uma conta de cliente, quando o valor correto era de apenas R$ 1.630,40. O incidente, ocorrido em abril do ano passado, só veio à tona agora e levanta questões sobre os sistemas de controle do banco.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Erro Milionário e Descoberta Tardia

De acordo com o jornal Financial Times, o erro do Citigroup passou despercebido por dois funcionários responsáveis pela transação. Apenas um terceiro colaborador, encarregado de monitorar os saldos bancários, detectou a falha aproximadamente 1h30 depois do depósito. No entanto, a reversão do montante só ocorreu horas depois.

Apesar do impacto alarmante dos números, o banco assegurou que nenhum valor chegou a ser transferido para fora da instituição. O erro foi prontamente comunicado ao Federal Reserve (Fed) e ao Escritório de Controle da Moeda (OCC), órgãos reguladores dos Estados Unidos.

Resposta do Citigroup e Medidas de Controle

O Citigroup declarou que seus sistemas internos identificaram o erro rapidamente e reverteram a transação entre contas contábeis. Em nota, o banco ressaltou que não houve prejuízo financeiro para a instituição ou para o cliente afetado.

A falha, no entanto, reforça a necessidade de aprimoramento dos processos internos. “O episódio ressalta nossos esforços contínuos para eliminar processos manuais e automatizar controles”, afirmou o Citigroup ao Financial Times.

Reincidência de Problemas Operacionais

Este não foi um caso isolado. Segundo o Financial Times, em 2024, o Citigroup registrou pelo menos 10 incidentes similares, envolvendo valores superiores a US$ 1 bilhão (aproximadamente R$ 5,8 bilhões).

O banco também enfrenta dificuldades operacionais desde 2020, quando erroneamente transferiu US$ 900 milhões (cerca de R$ 5,2 bilhões) para credores da empresa de cosméticos Revlon. O erro resultou na demissão do então presidente do Citigroup, Michael Corbat, além de multas e ordens regulatórias para corrigir falhas nos sistemas.

Mudanças na Liderança e Reformas no Banco

Para tentar restaurar a credibilidade da instituição, o Citigroup nomeou Jane Fraser como presidente em setembro de 2020, tornando-se a primeira mulher a ocupar o cargo. Desde então, a executiva tem conduzido reformas para reforçar a segurança e confiabilidade dos processos internos.

O caso recente, no entanto, destaca desafios persistentes na infraestrutura tecnológica e operacional do banco. O episódio serve como alerta para a importância da automação e do fortalecimento dos mecanismos de controle em grandes instituições financeiras.

 

Fonte: G1 Globo

 

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