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Tecnologia

Computadores quânticos já são realidade — e você pode usá-los agora

Muito além do hype, os computadores quânticos já estão funcionando e acessíveis para testes. O diretor de computação quântica da IBM explica como essa tecnologia, que promete resolver problemas complexos em parceria com sistemas clássicos, está deixando os laboratórios e entrando no dia a dia.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Por anos, os computadores quânticos foram tratados como promessas distantes, cercadas de marketing e expectativas. Hoje, eles já operam de forma prática, ainda que com avanços incrementais. Em entrevista ao Gizmodo, Jerry Chow, diretor da IBM Quantum, detalha o estado atual da tecnologia, seu uso real e os próximos passos.

O que é “vantagem quântica” de verdade

Segundo Chow, vantagem quântica não significa substituir totalmente os computadores clássicos, mas sim usá-los em conjunto para resolver problemas de forma mais rápida, barata ou precisa.
Assim como as GPUs começaram em nichos e depois se tornaram essenciais em áreas como física e simulação, o papel do quântico é o de ferramenta complementar.

Complementaridade com a computação clássica

Todo processamento quântico ainda começa e termina em sistemas clássicos: os dados entram de forma tradicional, são processados em circuitos quânticos e retornam como resultados que voltam a ser tratados por CPUs e GPUs.
Para Chow, isso mostra que o quântico não é uma ameaça ao clássico, mas uma extensão de suas capacidades.

Avanços que já chegaram ao usuário

A IBM foi pioneira em colocar computadores quânticos na nuvem, permitindo que qualquer pessoa execute circuitos gratuitamente pela web. Hoje, a empresa mantém centros de dados quânticos globais e uma rede de quase 300 parceiros.
Pesquisadores do Instituto RIKEN, no Japão, já usam a tecnologia combinada a supercomputadores para estudar estruturas moleculares.

Comunidade e aplicações

Riken Fugaku
© RIKEN

A estratégia da IBM inclui trabalhar com setores como saúde, energia e ciências da vida para encontrar aplicações práticas. Chow reforça que a utilidade virá da colaboração com especialistas dessas áreas, e não apenas da inovação tecnológica.

O próximo marco

Até o fim do ano, a IBM planeja lançar o dispositivo Nighthawk, voltado para executar circuitos mais complexos em colaboração com sistemas de alto desempenho. A meta é estabelecer marcos sucessivos que comprovem ganhos reais na prática.

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