Em meio à crise habitacional que continua pressionando milhares de famílias, o estado de Nova York anunciou mais um projeto de moradias populares. A governadora Kathy Hochul confirmou o início da construção de 78 apartamentos acessíveis em Brooklyn, parte de um plano muito maior que pretende transformar terrenos abandonados em centenas de novas residências voltadas para pessoas com renda limitada.
Projeto faz parte de um plano para construir centenas de moradias

O novo empreendimento, chamado Bartlett Crossing, será construído no bairro Broadway Triangle, em Brooklyn.
O investimento total é de aproximadamente US$ 71,5 milhões.
A iniciativa representa a segunda etapa de um projeto urbano que prevê a construção de 390 unidades habitacionais em terrenos públicos que permaneceram vazios durante anos.
A primeira fase foi concluída em maio de 2025 com a entrega do conjunto Throop Corners, composto por 140 apartamentos.
Segundo a governadora Kathy Hochul, o objetivo é ampliar a oferta de moradias acessíveis em uma das regiões mais dinâmicas do distrito.
Quem poderá solicitar um dos apartamentos
Os novos imóveis serão destinados a famílias cuja renda não ultrapasse 80% da renda média da região.
O empreendimento oferecerá apartamentos de diferentes tamanhos, incluindo estúdios e unidades com um, dois, três e até quatro quartos.
Além das moradias voltadas ao público em geral, oito apartamentos serão reservados para pessoas encaminhadas pelos serviços municipais de atendimento à população em situação de vulnerabilidade.
O projeto também prevê unidades adaptadas para pessoas com deficiência.
Cinco apartamentos contarão com adaptações para moradores com mobilidade reduzida, enquanto outras duas unidades atenderão pessoas com deficiência sensorial.
Construção aposta em eficiência energética

Além da proposta social, Bartlett Crossing foi planejado para reduzir o consumo de energia.
Os dois edifícios serão totalmente elétricos e seguirão padrões internacionais de construção sustentável.
Entre as tecnologias previstas estão sistemas de climatização de alta eficiência, ventilação com recuperação de energia, isolamento térmico reforçado e janelas de alto desempenho.
Segundo o governo estadual, essas soluções ajudam a diminuir o consumo energético e melhoram a qualidade do ar no interior das residências.
Outro diferencial é a localização.
O conjunto ficará próximo às linhas G, J e M do metrô de Nova York, além de diversas linhas de ônibus, facilitando o deslocamento dos futuros moradores.
Nova York tenta enfrentar uma das maiores crises habitacionais do país
O anúncio ocorre em um momento delicado para o mercado imobiliário nova-iorquino.
Dados do governo estadual mostram que Nova York enfrenta uma das maiores crises de moradia acessível dos Estados Unidos.
Em 2023, o aluguel médio mensal dos imóveis ocupados por inquilinos chegou a US$ 1.641.
Para famílias com renda inferior a US$ 70 mil por ano, o aluguel consumia, em média, 54% da renda familiar.
Milhares de famílias também relataram dificuldades para manter os pagamentos em dia.
Estudos do setor imobiliário indicam que a cidade precisará construir cerca de 500 mil novas moradias até 2034 para atender à demanda crescente.
Para alcançar essa meta, seria necessário ampliar significativamente o ritmo atual de construção.
Como parte dessa estratégia, o orçamento estadual para o ano fiscal de 2027 prevê recursos destinados à criação ou preservação de 100 mil moradias em todo o estado de Nova York.
O plano também contempla unidades com serviços de apoio para populações vulneráveis e programas de modernização de residências já existentes.
[Fonte: La nación]