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Tecnologia

O verdadeiro negócio das redes sociais não é a publicidade, mas seus dados

Cada clique, pesquisa e curtida ajudam a alimentar um mercado bilionário baseado em informações pessoais. Entender como isso funciona é o primeiro passo para proteger sua privacidade.
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Tempo de leitura: 3 minutos

Muita gente acredita que os maiores serviços da internet são gratuitos. Redes sociais, aplicativos de mensagens, mecanismos de busca e diversas plataformas realmente não cobram uma assinatura mensal. Mas isso não significa que não exista um preço. Na economia digital, a moeda mais valiosa são os dados pessoais. Cada ação realizada online ajuda a construir um retrato extremamente detalhado dos usuários, alimentando um mercado que movimenta bilhões de dólares todos os anos.

O verdadeiro produto das plataformas digitais é você

O verdadeiro negócio das redes sociais não é a publicidade, mas seus dados
© Pexels

Ao criar uma conta em um aplicativo ou rede social, a maioria das pessoas aceita rapidamente os termos de uso sem ler o conteúdo.

É nesse momento que começa uma enorme coleta de informações.

Além de dados básicos, como nome, e-mail e data de nascimento, os aplicativos registram uma quantidade muito maior de detalhes sobre o comportamento dos usuários.

O celular funciona praticamente como um conjunto de sensores.

Ele pode registrar localização, horários de uso, velocidade com que a tela é deslizada, nível da bateria, redes Wi-Fi utilizadas e diversos outros dados técnicos.

Separadamente, essas informações parecem pouco relevantes.

Quando reunidas, porém, permitem traçar um perfil extremamente preciso sobre hábitos, rotinas e preferências.

Cada clique ajuda a montar um retrato da sua vida

O verdadeiro negócio das redes sociais não é a publicidade, mas seus dados
© Pexels

Empresas especializadas em análise de dados utilizam essas informações para criar perfis comportamentais altamente detalhados.

Os algoritmos conseguem identificar padrões de consumo, horários em que a pessoa costuma navegar, temas de interesse e até possíveis mudanças na rotina.

Dependendo do comportamento digital, os sistemas podem inferir que alguém está procurando emprego, planejando uma viagem, esperando um filho ou pesquisando sobre um problema de saúde.

Esses perfis são utilizados principalmente para direcionar publicidade personalizada.

O objetivo é exibir anúncios para as pessoas com maior probabilidade de demonstrar interesse por determinado produto ou serviço naquele exato momento.

Quanto mais preciso for o perfil, maior tende a ser o valor comercial dessas informações.

Redes sociais alimentam esse mercado todos os dias

As redes sociais estão entre as maiores fontes de coleta de dados da internet.

Cada curtida, comentário, compartilhamento ou vídeo assistido fornece novas informações aos algoritmos.

Até mesmo o tempo que alguém permanece olhando uma publicação pode indicar interesse por determinado assunto.

As pesquisas realizadas, os perfis visitados e os conteúdos ignorados também fazem parte desse processo.

Com o tempo, essas plataformas passam a compreender cada vez melhor as preferências dos usuários, oferecendo recomendações mais personalizadas e anúncios cada vez mais direcionados.

Esse mecanismo explica por que muitas pessoas têm a impressão de que os anúncios parecem “adivinhar” seus interesses.

Na prática, trata-se da combinação de milhares de pequenos sinais coletados continuamente durante a navegação.

É possível reduzir a quantidade de dados compartilhados

Eliminar completamente a coleta de informações na internet é praticamente impossível.

Ainda assim, especialistas recomendam algumas medidas capazes de reduzir significativamente o volume de dados compartilhados.

Revisar regularmente as configurações de privacidade dos aplicativos, limitar permissões de localização, câmera e microfone, desativar a personalização de anúncios e utilizar navegadores com foco em privacidade são algumas das estratégias mais recomendadas.

Também vale a pena analisar quais aplicativos realmente precisam permanecer instalados e quais permissões eles possuem.

Pequenas mudanças podem diminuir bastante a quantidade de informações disponibilizadas às grandes empresas de tecnologia.

Mais do que proteger dados, essas atitudes ajudam a recuperar parte do controle sobre a própria vida digital.

À medida que a economia baseada em dados continua crescendo, compreender como essas informações são coletadas, utilizadas e comercializadas torna-se uma habilidade cada vez mais importante para qualquer pessoa conectada à internet.

[Fonte: Noticias de Navarra]

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