Na América Latina, poucos edifícios chamam tanta atenção quanto a Gran Torre Costanera, ícone chileno com 300 metros de altura. Mas um novo gigante arquitetônico começa a ganhar forma no norte do México: a Torre Rise, projetada para superar os 470 metros e redefinir o patamar de engenharia no continente. Com funções múltiplas, integração urbana e ambições globais, o edifício promete reposicionar Monterrey no mapa das cidades mais modernas do mundo.
A Torre Rise: um novo marco para Monterrey
Localizada em Monterrey, Nuevo León, uma das regiões mais industrializadas e tecnológicas do México, a Torre Rise deve atingir 475 metros de altura e 100 pavimentos, tornando-se o edifício mais alto da América Latina. A conclusão está prevista para 2026, consolidando o rascacielos como símbolo de modernidade, desenvolvimento e orgulho regional.
O projeto aposta em uma arquitetura futurista e em soluções pensadas para impulsionar turismo, atrair investimentos e transformar a dinâmica urbana de uma cidade em crescimento acelerado.
Así vamos rumbo al 2026: todo nuevo, con la Estación Obispado, Parque Lineal y el puente peatonal que conectará al mirador más alto de Latinoamérica, la Torre Rise. Este es el legado que estamos dejando a Nuevo León 🦁👊🏻 pic.twitter.com/pPcgSXGlYn
— Samuel García (@samuel_garcias) September 22, 2025
Conectividade e infraestrutura integrada
Um dos diferenciais da torre será sua integração direta ao metrô, facilitando o deslocamento entre o Aeroporto Internacional de Monterrey, o centro da cidade e o Estádio BBVA — uma das sedes da Copa do Mundo de 2026.
A Torre Rise contará com o SkyDeck 360°, um mirante panorâmico de três níveis que oferecerá vistas completas da cidade e das montanhas ao redor. Além disso, o complexo reunirá apartamentos, hotéis e escritórios, funcionando como um espaço multifuncional onde é possível viver, trabalhar e se hospedar no mesmo lugar.
Um projeto pensado para transformar o espaço urbano
Entre os elementos mais marcantes está a construção de um ponte peatonal sobre o rio Santa Catarina, conectando diferentes setores da zona Obispado e criando um novo atrativo turístico. Melhorias viárias nas avenidas próximas também estão previstas, ampliando a mobilidade e preparando a região para o aumento de circulação que o empreendimento deve gerar.
Esse conjunto de obras complementares reforça a ideia de que a Torre Rise não será apenas um arranha-céu isolado, mas parte de uma renovação urbana estratégica.
O concorrente a ser superado: a Gran Torre Costanera
Hoje, o título de edifício mais alto da América do Sul pertence à Gran Torre Costanera, em Santiago do Chile, com 300 metros e 62 andares. Inaugurada em 2014, ela alterou definitivamente o skyline chileno e tornou-se referência de arquitetura e turismo na região.
Sua construção exigiu soluções avançadas de engenharia, combinando concreto reforçado e estruturas de aço projetadas para resistir a sismos e ventos fortes, condições típicas da geografia chilena.
Embora impressionante, a torre chilena está distante dos gigantes globais, como o Burj Khalifa (828 m) ou a Shanghai Tower (632 m). Ainda assim, consolidou Santiago como um polo de modernidade e referência em design vertical na América do Sul.
Um novo capítulo na arquitetura latino-americana
Com a ascensão da Torre Rise, a disputa simbólica entre as grandes cidades latino-americanas ganha um novo capítulo. O projeto mexicano promete ultrapassar limites regionais, posicionando Monterrey entre os principais centros urbanos do mundo em termos de ambição arquitetônica.
Quando concluído, o arranha-céu não será apenas o mais alto da América Latina, mas também um marco de como infraestrutura, mobilidade e inovação podem se combinar para transformar o horizonte — literal e figurativamente — de uma metrópole inteira.
[ Fonte: Canal26 ]