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Ciência

De óleo contra ansiedade a bioplástico de cacto: estudantes baianos criam soluções para problemas reais

No Dia do Estudante, jovens de escolas públicas no interior da Bahia mostram que inovação e sustentabilidade podem andar juntas. Com criatividade e apoio de professores, eles desenvolveram projetos capazes de transformar vidas, gerar renda e preservar o meio ambiente.
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Tempo de leitura: 2 minutos

Em um cenário onde tecnologia e criatividade ganham força, alunos de quatro cidades do interior baiano provaram que ideias simples podem gerar grandes impactos. No Dia do Estudante, o g1 destaca iniciativas que unem ciência, sustentabilidade e economia local, com apoio da Secretaria da Educação da Bahia e orientação de professores.

Água limpa com sementes e cactos

Cactus
© David Sola – Unsplash

Anne Caroline e Clara Bispo, de Lamarão, desenvolveram um método para transformar água barrosa em potável usando sementes de moringa e casca de mandacaru. A moringa remove impurezas visíveis e o cacto age como bactericida.

Segundo o professor Djanderson Nascimento, testes indicaram eficiência superior a 90%, comparável a coagulantes químicos como sulfato de alumínio. O objetivo é beneficiar comunidades do semiárido, onde a água disponível muitas vezes vem de poços e açudes turvos. As jovens planejam ampliar estudos e divulgar a técnica para uso em outras regiões.

Bioplástico de cacto: da caatinga para o futuro

Ana Clara Moreira e Emiliane Nery, de Andorinha, criaram um bioplástico a partir do facheiro, cacto típico da caatinga, combinado com vinagre e glicerina. Flexível e resistente, o material se decompõe em até 12 meses — contra os mais de 400 anos do plástico convencional.

Além do impacto ambiental positivo, o projeto pode gerar empregos e valorizar o cultivo do facheiro, criando um ciclo econômico sustentável na comunidade.

Tinta térmica sustentável

Em Luís Eduardo Magalhães, Lara Geovana, Melissa Fideles e Oliver Santos desenvolveram uma tinta à base de goma arábica, argila branca e beterraba. O produto reflete a luz solar, ajudando a manter o interior das casas mais fresco sem necessidade de ar-condicionado.

Orientados pela professora Fernanda Gering, os estudantes planejam testar novas cores e aplicações, expandindo o uso para diferentes superfícies. O foco é oferecer uma alternativa de baixo custo para comunidades de baixa renda em regiões quentes.

Spray anti-inflamatório natural

Inspiradas em receitas de família, Iasmyn Vitória Teixeira Melo e Maria Luisa da Trindade Silva, de Candiba, criaram um spray com mastruz, folhas de cânfora e cachaça. A fórmula apresenta propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e antimicrobianas.

Testes com voluntários mostraram melhora das inflamações já nos primeiros dias de uso. As autoras pretendem transformar o spray em pomada e adicionar novas plantas medicinais como arnica e girassol.

Óleo corporal contra ansiedade

Também em Candiba, Emília Vieira e Tainara Rocha desenvolveram um óleo natural à base de capim-santo e óleo de coco para aliviar sintomas de ansiedade. O citral presente na planta promove relaxamento e melhora da qualidade do sono.

A orientadora Marciele de Oliveira explica que o projeto nasceu ao identificar a ansiedade como um problema comum entre jovens. Testes iniciais mostraram bem-estar e alívio de sintomas em voluntários após 15 a 20 dias de uso.

Jovens que inspiram

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© Secti-BA – Redes Sociais

Seja limpando água, substituindo plásticos, refrescando ambientes ou cuidando da saúde física e mental, esses estudantes mostram que inovação não precisa nascer em grandes laboratórios. Suas soluções, muitas vezes inspiradas na cultura local e no conhecimento tradicional, têm potencial de transformar comunidades inteiras.

 

[ Fonte: G1.Globo ]

 

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